sábado, 23 de janeiro de 2010

O Teu Pagamento

O potencial que possuímos é aquele que nos permite cada novo passo em direção ao que realmente poderá nos fazer um imenso bem. Aquela sensação de paz, brisa no rosto, o som da natureza, a beleza e candura do céu.

Devolva ao pequeno o que é do pequeno. Aprenda a observar as coisas, situações, fatos, pessoas, atitudes de uma forma ampla, acima das virtudes vazias.

Das palavras que não acompanham as atitudes e ações.

Observe-se sempre que possas para que não caia você no caminho da artificialidade e assim envelopando sua vida para uma vida sem razão.

Pensamento positivo e pensamento negativo sempre andarão lado a lado.

O caminho do equilibro e a tua potencialidade desenvolvida no decorrer dos dias será a tua guarida sincera para a a verdadeira realidade dos fatos.

Algumas pessoas são como ventos, vem e vão. Outras são como rochas. Outras são o chão. Outras são a sinceridade, o amor, a benevolência ou a palavra que alerta. Outras são só palavras. Outras são apenas espinhos e nem rosa possuem.

Seja você então, o teu maior forte. A tua maior certeza das coisas, pautado sempre na ação e reação de suas atitudes.

Isso é o que interessa.

Tom Capella

quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

Cátedras

Palavras podem seduzir. Palavras podem criar paisagens. Palavras podem trazer cores e até nos conquistar. Mas com atitudes, podem nos ganhar ou nos perder.

As pessoas pensam muito em dogmas, vivem de glorificações vazias mas não mudam as crateras imundas que possuem nos pensamentos, nas atitudes e a postura perante os outros.

Outras são como chão vacilante. Fortes, presentes, sempre dispostas. Mas no primeiro lance das dificuldades tomam atitudes que em momento algum se esperava de uma pessoa sólida e que sempre levantou uma bandeira, que em verdade não lhe pertencia.

O que realmente demonstrará, dirá sobre você é sua postura, sua atitude, nem teu lado positivo, nem teu lado negativo e sim a tua autenticidade e firmeza de caráter.

Isso é para poucos.

Tom Capella

sábado, 9 de janeiro de 2010

O teu bangalô

Ontem naquele avião senti lá de cima que poderia assim apagar tantas de tantas e de quantas coisas. 
E assim enfrentar o que poderia me aguardar lá na frente no túnel escuro do que nem sabemos que buscamos.
Senti cada toque da música, cada revoar dos pássaros, o avanço do pássaro de aço.
Dos sonetos meus misturavam-se o barulho das turbinas, o rosto dos anônimos.
E do que nos tornamo-nos por vezes. O que nos tornam as vezes? No que acreditamos nas pessoas? O que desacreditamos e assim nos tornamos feras.
O que nos torna feras?
E se dessas feras, que nos tornamos por vezes despertamos a fúria necessária para fazer o dínamo das transformações efetuar as mudanças necessárias, racionais ou irracionais que nos permitem sobreviver a nós mesmos.
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Esse vazio que é o homem em suas constantes buscas.
Na dependência perigosa dos sentimentos alheios para que possa sentir a brisa do mar no rosto.
Essa descoberta da auto-suficiência no campo dos sentimentos por vezes não nos torna egoístas, frios e insensíveis.
Apenas somos insensíveis às mentiras, as hipocrisias, aos teatros nefastos dos que se disfarçam de poesias mas em verdade são guetos de dor.
E nessa força que tens, possas assim, avançar como fogo no céu. Como um pássaro. Um ser liberto e desencantado por aquilo que não representa de fato o que buscas.
Vai!
Segue adiante!
Você pode! Você consegue.
Tom Capella

O que te fere?

Muitas vezes entregastes amor e sonho sem saber!

Em alguns momentos de tua vida pensastes que estivesse assim no maior aconchego dos teus sentimentos, sem que percebesses perante o espelho o palhaço que se tornastes.

O palhaço pinta o rosto para viver, quando de muitas vezes você se disfarçou de palhaço para sobreviver.

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Em muitos momentos do envio de tuas mensagens tens sentido que não há respostas.

Parta dessa geleira azul da tua solidão.

Compreenda que o melhor de você está no olhar silencioso de você para você mesmo no espelho cru da vida.

Os melhores perfumes, as melhores jóias, o estado da graça por vezes é como a mistura da dor e do amor.

Tom Capella

Assim desperta a cada novo dia o que tens de melhor!

Em alguns momentos de sua vida pensas que o filme acabou, que a música silenciou, que a tua vida passou.

Lá, no mais alto dos teus sonhos existe um bangalô.

Tem passarada, estrelas no céu.

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Daqueles que abriu teu sorriso e assim sentistes o espinho das ingratidões, eleva ao céu uma prece.

Respires fundo o quanto possas. A cada nova alvorada, uma nova oportunidade!

Segue adiante nesse tapete da vida. Pisa com cuidado.

Mas pisa com força.

O que posso fazer por ti de mim é ser o vento, a brisa, o respiro, o plenilúnio

Tom Capella

terça-feira, 5 de janeiro de 2010

Escudos

Todos nós na jornada individual de cada um nas experiências da vida, compreendemos que o mais importante em muitos momentos não é pensar nem no positivo nem no negativo e sim manter a serenidade pessoal.

Auto-ajuda, pensamentos positivos, de nada valem, se não mantermos um escudo, uma conexão pessoal com essa serenidade.

Muitos se pautam em auto-ajuda, mas esquecem das ações, da dinâmica necessária para que os desejos se concretizem.

Outros se baseiam em conceitos pré-conceitos e esquecem que à margem da própria vida, não possuem controle sobre nada, nem na própria vida ou tempo.

Pessoas são imprevisíveis. Poucos realmente possuem um alicerce, uma base e são realmente autênticas e conseguem viver a vida com sabedoria.

Com tranqüilidade e conscientes dos problemas, dos embates, das inseguranças ou não, vivem.

Aliás, saber viver é para poucos.

No tocante à muitos, são apenas bonecos ambulantes.

Tom Capella

domingo, 3 de janeiro de 2010

Carlos Drumond de Andrade aos 78 anos, em entrevista com Leda Nagle, ao ser questionado sobre seus 78 anos à época, se achava muito.

O que disse, que foi tudo muito veloz, muito rápido.

Tudo passa em um minuto mesmo. Segundo o poeta.

É um poeta difícil de ser compreendido. Mas quando conseguimos compreendê-lo, passa a ser parte de nossa vida.

Aliás, ele em verdade expressa o que realmente sentimos, somos, existimos!