terça-feira, 13 de julho de 2010

Sintonia e atos

Muitas pessoas vivem procurando um parceiro ou parceira e a primeira aprovação é a aparência.

Obviamente que deva haver um certo fluido entre os hormônios. Mas a premissa primeira deva sempre ser a condição da sintonia, dos ideais e dos princípios em relação a vida. Não é uma questão de religião.

E sim uma certa religiosidade que seja, ou mesmo que seja um ateu, porque acreditar em algo ou não, não é sinal de bom caráter.

Aliás nunca vimos tanto mal caráter por aí disfarçado em religiões diversas.

Deus é moda para alguns e para outros Cristianismo é brega.

Outros só conhecem o resquício do que sobrou do bom senso e agem como selvagens em busca da desagregação humana e na conquista de ossos.

Hoje pouco se fala de melhoria, de auto-transformação e sim de dogmas, acordos com o que se acredita. Continuam perseguindo e se matando entre eles. No meio social basta você dizer no que você acredita, ou sua religião para ser aceito ou não em determinados grupos.

Porque o homem ainda vive observando no que o outro acredita, que igreja freqüenta, que centro espírita freqüenta, se é budista, se é ateu, evangélico, muçulmano, enfim. A preocupação é o que o outro tem, conquistou, sobrenome entre outros.

Por isso notamos tantos desencontros. O que permite a beleza do universo, o questionamento, o aprendizado constante são justamente as diversas culturas religiosas ou até a presença de pessoas que são tão normais como todas porque no que acreditam ou não, não é o que fará esse mundo melhorar e sim a conduta de cada um.

Ninguém entendeu nada. Continuamos pequenos. Como vermes.

Mas até o verme cumpre sua conduta como verme e muitos de nós apenas nos dizemos seres humanos, mas em verdade sempre amorais, desumanos.

A maior felicidade que podemos ter é quando adquirimos um maior entendimento das coisas. Quando nos defrontamos com a paz, o auto-respeito, a conscientização de que erramos e de que podemos seguir em frente prontos para novas oportunidades, encontros, descobertas e evolução.

Tom Capella

Cuidado com os seres ilibados demais

Temos observado que algumas pessoas utilizam o álibi da boa-conduta, a conduta ilibada, erguendo bandeiras dos melhores princípios mas que em verdade agem as escusas. O objetivo pessoal é apenas o poder e a manipulação daqueles que vivem de acordo com os próprios princípios focados no bem e não acreditam que alguém possa fazer com eles o que eles em hipótese alguma fariam a outras pessoas. Acredite!. Farão sim.

Muitas pessoas são muito mais artistas do que se possa imaginar. Por trás das bandeiras da boa índole e do marketing que fazem sobre sua conduta, a forma que acreditam nas crenças que apresentam, na bondade, no amor, são em verdade feras que na primeira oportunidade lhe deixarão de mãos vazias e esquecerão qualquer gesto ou ato de tua parte quando estendeu as mãos aos mesmos em momentos de dificuldades.

Por isso, faça sempre sua parte no que é justo. No certo. E mesmo que cometa erros, não viva do passado, aprenda com eles e não faça aos outros o que não gostaria que lhe fizessem, mas principalmente não permita que lhe façam o que não faria. Tenha firmeza, disciplina, severidade quando necessário e aprenda que a postura do bonzinho, do que está sempre sorridente, que tem medo de falar o que pensa em determinadas situações com receio de não ser aceito em determinados grupos, que sempre diz, sim. Pode acreditar, quem age dessa forma já tem a resposta para muitas das próprias depressões, melancolias e sentimentos vazios e de inutilidade da própria vida.

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Ame a vida. Mas em primeiro lugar. Ame-se. Se respeite. Se tolere quando necessário for e procure compreender a você, porque pensa assim, porque age assim e saberá sempre de que grupo você realmente faz parte. Dos autênticos ou dos farsantes.

Afinal de contas, sempre sabemos de nós mais que ninguém.

Mas temos o livre-arbítrio. Esse bilhete que nos permite mudar muitas coisas em nós, ao nosso redor e em nossos pensamentos e atitudes. Respeitando-nos e adquirindo o poder maior que a informação que é o poder do respeito.

Comece a analisar sua vida. Quem são as pessoas que lhe convivem o dia a dia e já terá a resposta para muitos dos seus problemas, dos seus desencontros e se é ou não é um masoquista. Uma vítima de si mesma. Um falso amigo. Um falso amor. Um falso parceiro ou alguém que demonstra preocupação por tudo e todos mas na verdade está preocupada é consigo mesma, fazendo aquele marketing que citamos lá no primeiro parágrafo do ser ilibado.

Ouças as palavras, mas observe condutas!  (Para tudo)

Tom Capella

Obs.: Muitas pessoas baixam a guarda perto de pessoas assim. E é justamente esse o golpe. Não dizemos de todos, porque quem é sempre se mostrará através de conduta. Atitude. Mas a grande maioria usa da fala mansa, são sempre equilibrados e frios até, mas escondem de fato em atitudes a mão oculta que lhe ferirá em algum momento no bolso ou no campo das decepções em ter confiado nos mesmos.

E como diz a própria escrita sagrada, maldito o homem que confia no outro homem. Existem muito mais pessoas frias e calculistas por aí do que imaginas. Veja os acontecimentos na mídia.

Cheque. Confirme e analise sempre. Essa é a ordem e o certo. Faça sua parte, ame quando necessário for e desame se necessário for pois amor é troca sublime.

Mas se for um pai ou filho, ame sempre eternamente e sem nada pedir. Entendeu?

sexta-feira, 2 de julho de 2010

É tudo vaidade

 

É difícil por vezes tranquilizarmo-nos quando temos fome de anseios, realizações pessoais, conquistas diversas ou quando algo não está indo de acordo como almejamos.

Mas devemos tomar cuidado para não confundirmos determinadas coisas com a vaidade. A soberba. A ganância predatória e o egoísmo do eu sou, eu quero.

Quando compreendermos de fato que o que mais necessitamos, o que mais almejamos mesmo sem saber é o estado de paz de espírito, é quando estamos realmente aptos a receber.

A lapidação pessoal em relação ao ódio, ao sentimento de ingratidão daqueles que ajudamos e nos feriram, o auto-controle no sentido de que não podemos mudar muitas coisas, mas poderemos mudar a nós mesmos, mudando o fim da história, através de novas atitudes, postura, posicionamento, auto-valorização, auto-respeito, ética, princípios e acima de tudo, dinâmica constante e firme no avanço gradativo da estrada que nos predispomos a seguir.

É a única certeza que temos em relação à vida de que as maiores conquistas estão no campo pessoal do sentir e do que realmente somos. (seres)

Pisa com força no chão que você se auto-determinou a seguir.

O que faltam muitas vezes em relação a muitas pessoas é firmeza, constância e fé naquilo que busca, não uma fé cega, mas uma fé raciocinada, aquela que pode sempre enfrentar a razão face à face e pisar na hipocrisia com a força de que contra fatos não há argumentos.

A grande maioria daqueles da turma do “oba-oba”, que dizem que irão fazer, (o que nunca fazem) vivem dizendo Senhor, Senhor, que vivem de glorificações vazias, (porque não mudam a si mesmos), desistem no meio do caminho, ou voltam a ser os lobos algozes, quando recuperam na vida o que perderam.

Esses são os piores. Chegam com voz mansa, mostram-se de bons samaritanos, dão sorrisos (que não saem do coração), são planejadores astutos.

Usam a mansuetude nas palavras, mas são lobos (feras) enrustidos e personagens diversos da escuridão que habita nos limites do pior do Homem. (seu nome é Legião, hoje compreendemos)

Todos já erramos, todos já ultrapassamos os limites das palavras, seja por meios eletrônicos ou pessoalmente, telefone que seja.

Mas esse supra-sumo que buscamos, essa nata, essa essência do justo, em dinamizar cada vez mais as ações focadas a transformação do Homem, a transformação pessoal de cada um de nós em um ser integral, um ser consciente de que não devas fazer ao outro o que não quer que lhe faça é de fato o que nos consolidará a existência, conquanto aqui estivermos.

O resto é tudo vaidade e balelas.

Tom Capella

Sou leigo em tudo

Temos destruído as bases que constituem nossas vidas de uma forma globalizada. A preocupação do Homem é como salvar o “sistema econômico” e não como salvar o planeta.

Preservá-lo para as futuras gerações que virão.

Como um retorno ao tempo dos dinossauros. Esse é um problema da humanidade, um problema global e não de um país em específico.

Biosfera, hidrosfera, cristosfera, como você compreende que deverá existir uma base para o salto do reencontro da humanidade consigo mesma.

Para mim a crise maior hoje é a dor do parto do ser humano, a necessidade de se emergir uma nova humanidade, justa, ética e que o Homem tenha a consciência em relação a isso.

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Temos que entrar na fase da cooperação. Na consciência da coletividade. Não temos como voltar o tempo. É deveras necessário uma reavaliação urgente dos valores humanos.

Devemos democratizar a cultura, sejam das classes acadêmicas ou das ruas. Permitir o conhecimento avançar e assim colaborar com o crescimento do ser humano nos mais diversos campos, nas mais diversas linguagens culturais.

Na hora dos problemas maiores sejam eles em decorrência dos desastres naturais, violências sociais ou não, não existe classe superior ou inferior. Todos sofrem e dependem uns dos outros da fraternidade humana. Nesses momentos não há castas, cátedras ou honras ao mérito.

E sim a honra (atitude) em dar sustentação aos que necessitem de mãos para que possam assim reerguer-se.

Tom Capella.

Morro todos os dias

 

Muitas vezes é necessário morrer em vida, para que possamos renascer novamente sem as firulas dos interesses materiais ou como um aluno rebelde a cumprir o dever de casa.

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Vemos isso comumente, em que diversas pessoas após a queda, a primeira coisa que procuram são agrupamentos religiosos e passam da noite para o dia a agirem como bons samaritanos.

De nada adianta a mansuetude das palavras e principalmente o show religioso quando na verdade tudo representa apenas um invólucro para as vaidades que são ocultas e latentes esperando para retornar com mais força após a transposição dessas fases.

Muitos tornam-se maleáveis quando estão em posições de sofrimento, angústia e perda, perante a vitrine do sucesso material.

Quando compreendemos que as perdas nos ensinam a crescer. Que a dor, a angústia, decepção são como a batida rápida em uma chapa de aço que nos faz cair na luz da própria consciência, começamos de fato a viver.

Renascemos e começamos a reconstruir o que temos de melhor para que de nossas palavras sejam também nossos atos.

O caminho das facilidades sempre é o mais pertinente perante os resultados mais fáceis por vezes. A fidelidade é a irmã da lealdade. E exige posicionamentos e aceitações e negativas. E a consequência de cada escolha.

E a disciplina e justiça sempre serão necessárias para se manter a rédea das coisas, seja no campo dos relacionamentos, amizades, negócios e conscientização de quando erramos e para com quem erramos.

O ser humano é um ser de relacionamentos, de motivação e objetivos, motivos para seguir em frente.

Quando não possuem esses motivos, a motivação, o objetivo perde-se e fica como carro sem rumo.

Tudo o que fácil vem. Fácil vai.

E manter a estrutura das coisas, seja emocional, seja no campo financeiro, das ações pessoais ou interpessoais é uma premissa necessária para que possamos permanecermo-nos fortes como a rocha.

Seja como a rocha. Firme. E quando sentir insegurança, procure da sua fé dizer para que ela se mova de um lugar para outro, mas na certeza do trabalho silencioso.

Fé sem ação é fé vazia. Pensamento positivo sem trabalho é pensamento neutro.

Nem sempre quando ganhamos perdemos. E nem sempre quando perdemos ganhamos.

As vezes quando realmente perdemos e nos defrontamos com o espelho da própria consciência é quando de fato estamos aptos a ganhar.

Tom Capella

 

“E ganhar nada mais é do que uma rápida hospedagem por esse planeta.Um castelo de cinco mil anos nunca me pareceu ter donos e sim hóspedes. Tom Capella”

quinta-feira, 1 de julho de 2010

O quadro em branco

 

A fé sempre fará a diferença. De nada adiantará paramentos, dogmas, imagens, postulados que sejam se não houver a transformação do ser no seu dia a dia. É comum nos depararmos com vários representantes da fé e das crenças em Deus que agem moralmente como homens pequenos.

Em muitas situações nos deparamos com essas pessoas e se não tivéssemos base e esclarecimento das coisas questionaríamos a presença do Evangelho de Jesus em determinados lugares, principalmente pelos farsantes que julgam representá-lo.

E isso serve também para aqueles que matam em nome de Deus e de sua fé.

Apenas observamos aqui, pois o Universos Paralelos não representa unicamente uma linha de pensamento ou fé. Aqui falamos de condutas.

E condutas são poucas hoje em dia.

Atitudes e gestos envoltos na vaidade e nos confortos materiais e no que o dinheiro possa trazer.

Representam bandeiras fervorosas da fé, mas são apenas homens pequenos escondidos que são naquilo que dizem representar.

Por vezes homens comuns denominados de homens sem fé, não cristãos, são muito mais valorosos, possuem caráter, não são mesquinhos, vaidosos e principalmente hipócritas. Agem. Tem ação. Atitudes e propagam a fé em Deus, nas coisas do belo através de suas pequenas ou grandes atitudes no dia a dia.

Já possuímos muitos escolhidos, já fomos manipulados por séculos e séculos para que os interesses das grandes fortunas fossem protegidos como se quanto mais dinheiro mais poder. Mas um poder sempre focado para o materialismo e não para a transformação do Homem.

São tantas injustiças que deparamos no dia a dia. Seja de ordem moral com muitos que convivemos. Seja quando nós mesmos enquanto nos julgávamos as vítimas éramos nós os algozes.

Mas o homem é um ser de fato complicado. Julga todos os momentos pela imagem que não representa de fato o coração e atitudes. Não analisa muitas vezes, o histórico de vida das pessoas sem compreender por vezes como se constituiu tais realidade.

E nem sempre a vítima é a vítima propriamente dita e sim o algoz moral de determinadas situações. Ao menos foi conosco. Sempre recebemos daquilo que plantamos.

Quando portas foram fechadas e reclamamos mas que em verdade nós mesmos as fechamos por estarmos cegos em nossas fantasias, egoísmos e vaidades.

Perceba sempre a atitude. Leia pessoas. Ouça-as até. Mas leia-as. O que dirá mais de uma pessoa são suas atitudes não o que ela diz ou a instituição que ela diz representar.

Muitos lugares em que se expressam a presença do Cristo ou que lhe representam pode acreditar é o último lugar em que ele se encontra porque existe apenas o dogma e não o amor do cristianismo no coração, a reforma íntima, a transformação do homem, a ação e a atuação para a melhoria do mundo.

Esses ao final terão uma grande decepção. Não permita que sua fé fique nas mãos de pequenos homens.

O mundo tornou-se e continua um lugar de interesses onde classes menos favorecidas são manipuladas e sustentadas por oligarquias cruéis.

Outros de tão mentirosos mentem tanto que até eles mesmos acreditam que dizem a verdade. Personalidades duplas que se adequam as situações e interesses.

Outros projetam, prometem, prometem e nunca saem do campo das palavras. Mas quando precisam de ti procuram-lhe como pequenos cordeiros.

O que nos vale são nossas transformações e quando sentimo-nos fracos é quando de fato estamos fortes.

A vida vale a pena e de cada queda, cada decepção no homem, de cada sofrimento nos tornamos homens melhores, mais lapidados, com um maior entendimento da vida e coisas e mesmo não tendo condições de voltar e recomeçar, podemos recomeçar e fazer um novo fim.

Não perca tempo.

Tom Capella

Pesquisador comenta alguns mitos em Psicologia

Psicologia | 28/06/2010

As pessoas adoram ler sobre Psicologia, mas a grande maioria das informações disponíveis e repercutidas na mídia nem sempre tem validade científica.

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“Há um monte de informação, mas boa parte do que se vê por aí é bastante errônea”, diz Scott Lilienfeld, psicólogo e pesquisador da Universidade de Emory, nos EUA. Uma das mais populares teorias é aquela que diz que as pessoas usam apenas 10% do potencial do cérebro, apesar dos pesquisadores no mundo todo indicarem que os indivíduos usam boa parte do órgão mesmo para executar tarefas simples. Uma pesquisa de opinião americana chegou a constatar que 59% de pessoas com nível universitário acreditam nessa teoria.

“Existe até mesmo a possibilidade de ideias como essas serem comprovadas cientificamente”, diz Lilienfeld, “mas a maioria esbarra em erros já discutidos em diversos trabalhos científicos de altíssima qualidade.”

Alguns mitos que fazem parte do senso comum:

• “Somente pessoas deprimidas cometem suicídio.”

Uma pesquisa publicada em 2007 no periódico Current Opinion in Psychiatry (Vol. 20, Nº 1) diz que na verdade entre 13% e 41% das pessoas que cometem suicídio poderiam ter sido classificadas como depressivas. A variação nos números indica a falta de dados concretos dessa informação, pois muitas vezes se tem acesso apenas à descrição de terceiros sobre os atos anteriores da pessoa que cometeu suicídio.

O abuso de álcool e outras drogas, a esquizofrenia, transtorno do pânico, fobia social, transtornos da identidade de gênero e transtorno da personalidade borderline também podem levar ao pensamento e ao ato suicida. O indicativo desse tipo de problema, independentemente do diagnóstico para qualquer um dos transtornos citados acima, é a falta de esperança constante nesses indivíduos.

• “Úlceras são o reflexo de estresse.”

Mais de metade dos americanos que participaram de uma pesquisa em 1997 acreditava que o estresse era responsável pelo desenvolvimento de úlceras estomacais. “Sabe-se que as úlceras são causadas por uma bactéria chamada H.pylori. O estresse pode piorar esse quadro clínico, mas não causá-lo”, explica Lilienfeld.

• “Inteligência é genética.”

Essa é uma “pegadinha”, diz Lilienfeld. O problema com a afirmação passa por questões genéticas, que contribuem para determinadas características dos indivíduos, mas há um erro inerente nesse tipo de lógica: acreditar que os genes são os únicos responsáveis por um determinado traço de personalidade de algumas pessoas. Aliás, uma simples mudança no que se está procurando – formular uma questão sobre o que deve ser observado – pode mudar os resultados desse tipo de coleta de dados.

Tome como exemplo a variação do Q.I. (coeficiente de inteligência): se vivemos em uma sociedade perfeita em que todos têm acesso ao ensino de qualidade, poderíamos afirmar que uma determinada herança genética pode gerar indivíduos com inteligência acima da média sempre. Isso porque não há variáveis ambientais.

Um determinado indivíduo pode ter facilidade acima da média em matemática, mas nunca ser apresentado à matemática, por exemplo. “As pessoas acreditam que um traço genético seja necessariamente ativado, mas na verdade essa efetividade da herança genética pode esbarrar em variáveis sociais”, diz o pesquisador.

• “O único modo de tratar o alcoolismo é com a abstinência.”

Apesar de essa ser a base do programa de intervenção dos Alcoólicos Anônimos, o pesquisador aponta que outros tipos de estratégias que ensinam essas pessoas a beber socialmente e manter o controle podem ser efetivas. O resultado é de outra meta-análise feita em 1999 e publicada no periódico Journal of Counseling and Clinical Psychology (Vol. 67, Nº 4).

“Mas não é o tipo de estratégia que funciona com todos”, alerta Lilienfeld. “Pessoas com um longo histórico de abuso de bebidas alcoólicas e problemas psicológicos podem não conseguir atingir os objetivos desse tipo de intervenção.”

• “Olhar para as pessoas e traçar perfis criminais exatos que possam prevenir crimes, como nos filmes e séries de TV.”

Uma meta-análise – revisão de diversos trabalhos científicos com temas similares – feita em 2007 (publicada no periódico Criminal Justice and Behavior, Vol. 34, Nº 4) diz que a maioria das previsões de ações baseadas em perfis de criminosos feitos por psicólogos é tão efetiva quanto aquelas feitas por pessoas comuns, sem nenhum conhecimento de Psicologia.

Uma pessoa bem informada sobre um crime específico, razoavelmente inteligente e com acesso a dados demográficos pode fazer inferências sobre um suposto criminoso tão boas quanto a de profissionais forenses. “Um programa de computador bem afinado pode fazer o trabalho tão bem e mais rápido do que as pessoas encarregadas desse tipo de análise”, diz Lilienfeld.

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com informações da American Psychological Association