segunda-feira, 31 de março de 2008

O que vale..

Somente no seu embate diário, em busca de seus ideais.. através de uma luta constante para as mudanças necessárias.. encontrará sim.. os resultados positivos dessa busca.

A vida é uma posicionamento.. e muitas pessoas com receios em mudarem determinadas situações onde se acomodaram.. acabam por levar uma vida cheia de insatisfações, mágoas.. e frustrações.. e sempre encontrando justificativas para seus fracassos na imagem alheia. E buscando preencherem-se em mundos de fantasias, ilusões e buscando alguma coisa em lugares que nada lhe trarão do que maiores vazios na alma..

Somos nos os responsáveis por nossas vidas.. somos os responsáveis por nosso atual momento de vida.. entretanto responsáveis por esse tal de futuro.. temos o livre-arbítrio e vida é feita de decisões.. e nas decisões.. não teremos tudo o que gostaríamos de levar conosco nessas decisões.. mas poderemos encontrar novas conquistas na vida.. seja em que campo for..

Auto-perdão é uma das salvaguardas que nos permitem seguir em frente.. tudo o que acontece em nossas vidas é de grande valia..

O importante é a força soberana.. que nos ampara.. nossa garra e nossa fibra em evoluir.. crescer e nos tornarmos pessoas melhores.. não para os outros.. para nós mesmos.. pois ao final será nossa consciência com nossa consciência..

Um dia aprenderemos a dar valor realmente as coisas e pessoas que mereçam ser dadas esse valor... e prestaremos atenção nas coisas mais verdadeiras e sinceras.. mas também observaremos aqueles que ainda doentes caminham no mundo da fantasia de certo.. uma hora ensinaremos mais com nossos exemplos e silêncio do que palavras.. pois não estão preparadas para ouvir.. e isso por vezes serve para nós mesmos.. o resto é dor.. prefiro o caminho do amor e da simplicidade da vida.. enfim.

A gente aprende..

sábado, 29 de março de 2008

Somos todos um

A busca do Homem pelo conhecimento através das experiências humanas.. a compreensão de sí mesmo perante suas próprias transformações.
O amadurecimento, a importância e desimportância gradativa de determinadas situações e certos valores.. mudança de paradigmas.. nova consciência do sentir, do pensar.. no agir.
O objetivo maior é a transformação do Homem e sua integração com o Universo e seres, partindo do primeiro pressuposto de que ele tenta compreender a sí mesmo.
Cada feixe de conhecimento, cada experiência.. é uma descoberta que somatiza as descobertas já existentes nessa integração do Homem com o mundo a sua volta.
Devemos seguir uma linha tênue no conhecimento e sua aplicação na vida prática, no sentido dessa renovação pessoal constante e silenciosa, no sentido esse de que somos todos um.
Tom

domingo, 23 de março de 2008

Bílis negro


A melancolia – em grego ‘bílis negro’ – caracteriza-se por ser um estado mental depressivo sem uma causa definida. Assim como a depressão, ela também apresenta sintomas como a falta de ânimo e de energia para realizar determinadas ações. Freud, em seu clássico texto Luto e Melancolia, já previa uma certa dificuldade para definir esta condição emocional. Segundo o psicanalista, ela se assemelha ao luto, mas sem o contexto da perda. O problema na identificação da melancolia é que ela se manifesta de diversas formas, dificultando seu enquadramento em um bloco único. Assim, Sigmund Freud, o pai da psicanálise, definia a melancolia como um árduo estado de tristeza, de desinteresse pelas coisas do mundo, incapacidade de amar, contenção na realização de qualquer tarefa, baixa gradual da auto-estima, até alcançar um patamar de desejo de uma punição.




Estes mesmos sinais estão presentes, segundo ele, no luto, exceto o desequilíbrio da auto-estima. Há muitos séculos, porém, Hipócrates já considerava a melancolia como uma doença. Através da sua teoria dos quatro humores do corpo – sangue, fleugma ou pituíta, bílis amarela e bílis negra -, ele detectava a presença do desequilíbrio do baço, influenciado por Saturno, associado por muitos, até hoje, a esta disfunção emocional. Segundo o médico, o astro induzia este órgão a expelir um excesso de bílis negra, que assim provocava a melancolia. Era comum na Idade Moderna atribuir a fatores astrológicos a capacidade de responder pelos caminhos do homem na Terra. Como as concepções mudam ao longo do tempo, na Renascença e no Romantismo estar melancólico representava um certo glamour, um status de aprimoramento da alma. Nos dias atuais, a melancolia é considerada uma doença, e diagnosticada através de seus sintomas. O principal ponto de definição é a falta de motivação para este estado da alma, o que a diferencia do luto. Mas nem a psiquiatria moderna conseguiu definir exatamente esse mal emocional. Aliás, o próprio Freud, em sua obra, refere-se a ela como melancolia, depressão, depressão melancólica, como se fossem sinônimos, sem muita distinção entre os vários termos usados. Nesta época, a psiquiatria alemã substituía aos poucos a palavra melancolia pelo vocábulo depressão. Alguns vêem a melancolia não só como uma doença, mas como um estado de espírito, algo passageiro. O sucesso desse tema, de qualquer forma, revela uma grande identidade do público com ele, tanto nos séculos passados, quanto nos tempos atuais. Ele é igualmente objeto de divagações filosóficas, e um assunto muito caro ao filósofo Walter Benjamin. Recentemente, o escritor Moacyr Scliar escreveu o livro Saturno nos Trópicos, no qual também explora esse filão. Para o autor, o que mais se aproxima do estado de melancolia é o sono, porque ambos conduzem a um certo entorpecimento, à falta de ação, a uma carência de iniciativa própria. A literatura brasileira está repleta de protagonistas que tendem para o humor melancólico – o médico de O Alienista, de Machado de Assis, e o mais conhecido, o Jeca Tatu, de Monteiro Lobato.O tratamento convencional da melancolia baseia-se antes de tudo em antidepressivos triciclicos, nos inibidores do condutor da serotonina e da enzima MAO ou, nos casos mais radicais, a terapia convulsiva. Muitas vezes, porém, terapias tradicionais podem ajudar o paciente a encontrar a razão de seus sentimentos, e assim auxiliá-lo a encontrar a cura.

Obs.: no caso de Jeca Tatú, dizia-se, Jeca não é doente.. Jeca está doente.. assim.. noto que isso é um mal que assola a humanidade, inclusive grandes personalidades conhecidas passaram por essa tal de melancolia..
Pare de depositar sua felicidade nas mãos dos "outros" .. felicidade é um estado de espírito e momento.. se estiver bem com você.. cuidando-se.. terá grandes chances.. corra.. mas felicidade completa não existe.. viva o momento e procure "ouvir os pássaros".. um dia me ensinaram isso e não ouví naquele momento.. ouça os pássaros..

sexta-feira, 21 de março de 2008

Florbela Espanca

Minh'alma, de sonhar-te, anda perdida.
Meus olhos andam cegos de te ver!
Não és sequer razão do meu viver
Pois que tu és já toda a minha vida!
E, olhos postos em ti, digo de rastros:
«Ah! Podem voar mundos, morrer astros,Que tú és como Deus: Princípio e fim...»

O que dizer de Augusto dos Anjos ou de seus poemas ?

Não ia postar.. mas não resistí.. depois excluo..

Foi apenas um comentário que fiz em uma comunidade de Augusto.. a pergunta éra o que sentimos quando lemos Augusto dos Anjos.. eu particularmente tive contato com essa literatura ainda aos vinte e poucos anos.

O que dizer o que destas quimeras me avançam a alma.. O que dizer de Augusto dos Anjos ou o que sinto, se nada tenho a dizer.. a não ser impetrar nos meus abismos internos o que me limita o respiro e me faz a explosão dos meus deuses e meus demônios internos, na busca nefasta do que me iludo..São assim.. nesses devaneios que me advém essa alma que se esbarra nos aquéns dos meus próprios poréns.. nesse momento de aflição interna mesclada com satisfação plena.. que linha tênue é essa que nos divide a alma entre o céu e a noite.. na dor e no amor..O que dizer sobre o triste de mim nas pequenas gotículas de alegrias.. ou na libertinagem de um menino ainda alí no poço escuro esperando a brisa.. ou a luz do céu a permear os meus sentidos.. ?Na crença dos que nos traem os sentimentos mas não libertam a nossa alma.. como prisioneiros sem escala.. sem personalidade ou vazios em nós mesmos.. mas com o passo certo rumo à lápides ocultas de nós mesmos..O que dizer sobre essa última quimera.. maldita.. bendita.. querida.. amada e nefasta.. nada mais basta.. o que basta é apenas isso.. que nos limites.. nos últimos resquícios dos lençóis existem alí sonhos mais que vazios e cheio de mediocridades e imaturas que são na deslealdade da alma.

Aflições

Por vezes sofrer faz bem para a alma e nos ensina o sentido literal da resignação em relação as vaidades terrenas..

Não existem culpados em nossas vidas.. a não ser o que fizemos de nosso próprio livre-arbítrio.. como conduzimos nossas vidas.. e o que buscamos para nós..

Por vezes hoje compreendo o que é dizer.. sou feliz nas infelicidades que viví.. e sou melhor através dos erros que cometí e que não mais cometerei na vida.. e mais reticente aos erros que ainda cometerei.. mas nunca e nem próximos aos do passado ou do presente.. o que vale é justamente isso a consciência de que podemos ser nosso melhor amigo.. os relacionamentos humanos não são fáceis bem o sei.. mas existem limites.. quando nos colocamos sempre no lugar do outro.. é o egoísmo que tem que ser ausentado de nosso coração..

Meros devaneios..

Nada de desistência !! Nada de meros devaneios.. nada de passado.. passado serve apenas como experiência para conquistas futuras.. nada de tentarmos ser bons se por vezes apenas o politicamente correto já nos conduz a uma espécie de bondade que acaba por vezes nos lapidando a alma e nos ensinando o que realmente significa a palavra humildade.. enfim.. a vida é o que fazemos dela.. o que vale é a essência das coisas.. cabe análise constante de nossos procedimentos em relação a ela.. a vida, pessoas e fatos.. de forma que possamos assim.. irmos nos conduzindo ao objetivo maior que é a nossa satisfação pessoal em saber que a vida vale à pena.. pessoas valem à pena.. mesmo quando não nos permitem tudo que esperávamos.. e até na dor.. no silêncio de nós mesmos.. nós aprendemos, desde que sejamos comandantes de nossa vida.. senhores de nosso castelo interior..