quarta-feira, 30 de setembro de 2009

Ilhas e bactérias!

 

A condição do saber lidar com o ego de muitas pessoas, torna-se uma atrativa arte e sabedoria em saber caminhar pelos tortuosos caminhos das vaidades humanas.

Seres tão pequenos que somos perante o infinito desse universo tão misterioso, somos sem perceber pequeninas partículas quase que invisíveis em relação a esse infinito, essa cosmologia que nos envolve e cerca.

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Tornamo-nos ilhas desertas no convívio. Por outras somos obrigados a sair dessas ilhas até pela condição humana pessoal de cada um na necessidade de comunicar-se e nas responsabilidades de cada um perante a sociedade em que convive.

Não digo ilhas de sabedoria ou de superioridade, mas a ilha da realidade, onde os discursos perfumados, as vaidades, o orgulho não existem. 

Nesse quesito sinto-me como um cabano, com a sensação constante em estar sempre em um porto.

Sem saber por vezes se estou de partida ou chegada.

Cada um sabe o porto que lhe convém.

Tom Capella

terça-feira, 29 de setembro de 2009

Toda idoneidade será castigada!

 

A idoneidade de cada um por vezes não é revelada..

Por vezes toda nudez será castigada!

E dessa nudez que revelas por vezes a verdade mais doída, é por vezes a mais vilipendiada.

E nos silêncios anônimos que escondem as mais puras histórias, por vezes permite carregar no anonimato a soberania oculta dos verdadeiros brasileiros.

Minha assembléia de patrícios é idônea? Minhas idéias são idôneas? Meu país é idôneo? O estado é idôneo? A minha cultura (hoje)  é idônea? Meu legislativo é idôneo? Minha ignorância é idônea? Meu sectarismo é idôneo? Minha singeleza é idônea?

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Não mais sabemos em meio ao capitalismo canibalesco, nessa necessidade por vezes da caça social, onde o homem atual ainda leva comida para casa. Nas suas caças ele é idôneo?

O que nos cabe, independente da idoneidade social, é de fato o que fazemos, o que plantamos e as ações a que nos prestamos de fato, que é sempre em prol da coletividade, da evolução, do progresso e da sabedoria em sofrermos calados, sem parar de trabalhar acreditando em uma sociedade melhor.

Mas se de minha nudez possa eu ser castigado, então que me façam assim o soar das chibatas.

Tom Capella.

segunda-feira, 28 de setembro de 2009

O Teu Estado (re-postagem)

O maior estado de graça que o homem pode vivenciar e sentir, é quando ele conquista certas coisas pelo simples encanto da emanação de seu próprio ser.

Onde ele “nada pede e nada cobra”, mas “recebe” por um ato espontâneo de doação de sentimentos.

Tom Capella

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Legião

 

Nesse por do sol, que insiste em permitir-me novamente a esperança.

Mesmo com as portas emerticamente fechadas, as janelas trancadas, ele me tolhe a alma, através das frestas da sensibilidade.

Por vezes repenso os tais momentos da existência sendo que a lucidez não mais permite espaço para nada acima desse algo tão normal, nessa anormalidade de fragmentos de cores e sonhos, sons, vozes, retratos preto e branco ou coloridos nos painéis da vida.

O que busco nem eu sei. Talvez seja o tal estado de graça. Um sopro talvez. Um acalento. Um carinho das coisas, um olhar, um toque de sinceridade, um soar das coisas.

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Por vezes quedei-me, como um titã ferido desferido com sangue no asfalto tentei através dos joelhos erguer-me e não consegui.

Caí de costas sobre esse sangue tão vermelho como poderiam ser meus sonhos.

Senti por vezes a chibata do pelô. Senti os gemidos dos que sofrem. Senti os pregos da crucificação e a humilhação dos zombeteiros.

Senti minhas mãos agitadas como que com palavras de ira nos dedos, levantar-se e em meio ao turbilhão de sentimento de justiça, me fiz fera.

E das minhas feras eu grunhi. Eu gritei. Eu fiz gira.

Do meu sangue eu apenas senti como orvalhos, gotas de suor.

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Fiz-me então de guardião. Tornei-me assim um misto de rosa e espinho, dor e amor. Solidão e multidão. Alegria e tristeza.

Misericórdia e impiedade.

Construí castelos, armas, fortes e segui com meus exércitos e não mais permiti-me ser humilhado.

Reverenciei os humildes!

Olhando-me no espelho, não vi mais meu rosto. Não senti semblante de sofrimento, alegria ou sensibilidade. Um vazio. Nada havia ali.

Pois meu nome agora é legião!

Tom Capella

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Não fui tão órfão assim!

E posso afirmar que tive uma bela família, você Érico, Mário Quintana, Chiquinha Gonzaga (com sua linda obra e vida, fora que "Atraente" até hoje para mim soa uma prece), Fernando Pessoa, Augusto dos Anjos (com suas viagens), Gregório de Matos,Machado de Assis,Aluísio Azevedo,Francisca Júlia,Lima Barreto, Monteiro Lobato,Carlos Drummond,Cecília Meireles,Graciliano Ramos,Jorge Amado,José Lins do Rego,Cyro dos Anjos,Mário de Andrade, Manuel Bandeira,Vinícius de Moraes,Clarice Lispector, Ariano Suassuna,Guimarães Rosa, Nelson Rodrigues,Zélia Gattai, tem os poetas também, enfim uma família grande, por vezes complicada, entre outras muito unida, porque sempre prezaram o melhor dos ideais humanos.
Tom Capella

Érico Veríssimo, também vivi com você nos corredores da farmácia de seu pai e ouvindo a velha máquina de costurar de Dona Bega. E ao olhar no espelho digo a mim mesmo: - A idade lhe chega homem, e assim nos silêncios meus, observo-te,
Solo de Clarineta, foi por vezes meu solo, meu bilhete direto à Cruz Alta, nos meus devaneios pessoais na busca de tudo o que você criou, viveu e deixou.
Sem você saber, por vezes você foi meu pai, meu melhor amigo, meu conselheiro, nas ruas que tive que seguir sozinho em momentos meus.

domingo, 27 de setembro de 2009


Existe poesia na voz de um bêbado?

 

Existe poesia na voz de um bêbado? Naquele que grita melancolia e dispersa a lucidez de si próprio, na busca da insensatez do amor?

Ou no ceticismo humano das mentiras obscuras dos falsos poetas?
Você se candidata?


Sente-se! Sinta-se à vontade!


Mas eu sugeriria que ao sentar-se ouça mais por favor!

Não se empolgue.

Tom Capella.

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