quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

Minha Planta

A Minha Planta

Palavras podem seduzir. Palavras podem criar paisagens. Palavras podem trazer cores e até nos conquistar. Mas com atitudes, podem nos ganhar ou nos perder.

As pessoas pensam muito em dogmas, vivem de glorificações vazias mas não mudam as crateras imundas que possuem nos pensamentos, nas atitudes e a postura perante os outros.

Outras são como chão vacilante. Fortes, presentes, sempre dispostas. Mas no primeiro lance das dificuldades tomam atitudes que em momento algum se esperava de uma pessoa sólida e que sempre levantou uma bandeira, que em verdade não lhe pertencia.

O que realmente demonstrará, dirá sobre você é sua postura, sua atitude, nem teu lado positivo, nem teu lado negativo e sim a tua autenticidade e firmeza de caráter.

Isso é para poucos.

Tom Capella

sábado, 6 de fevereiro de 2010

É Tudo Vaidade

É difícil por vezes tranqüilizarmo-nos quando temos fome de anseios, realizações pessoais, conquistas diversas ou quando algo não está indo de acordo como almejamos.

Mas devemos tomar cuidado para não confundirmos determinadas coisas com a vaidade. A soberba. A ganância predatória e o egoísmo do eu sou, eu quero.

Quando compreendermos de fato que o que mais necessitamos, o que mais almejamos mesmo sem saber é o estado de paz de espírito, é quando estamos realmente aptos a receber.

A lapidação pessoal em relação ao ódio, ao sentimento de ingratidão daqueles que ajudamos e nos feriram, o auto-controle no sentido de que não podemos mudar muitas coisas, mas poderemos mudar a nós mesmos, mudando o fim da história, através de novas atitudes, postura, posicionamento, auto-valorização, auto-respeito, ética, princípios e acima de tudo, dinâmica constante e firme no avanço gradativo da estrada que nos predispomos a seguir.

É a única certeza que temos em relação a vida de que as maiores conquistas estão no campo pessoal do sentir e do que realmente somos. (seres)

Pisa com força no chão que você se auto-determinou a seguir.

O que faltam muitas vezes em relação a muitas pessoas é firmeza, constância e fé naquilo que busca, não uma fé cega, mas uma fé raciocinada, aquela que pode sempre enfrentar a razão face a face e pisar na hipocrisia com a força de que contra fatos não há argumentos.

A grande maioria daqueles da turma do “oba-oba”, que dizem que irão fazer, (o que nunca fazem) vivem dizendo Senhor, Senhor, que vivem de glorificações vazias, (porque não mudam a si mesmos), desistem no meio do caminho, ou voltam a ser os lobos algozes, quando recuperam na vida o que perderam.

Esses são os piores. Chegam com voz mansa, mostram-se de bons samaritanos, dão sorrisos (que não saem do coração), são planejadores astutos!.

Usam a mansuetude nas palavras, mas são lobos (feras) enrustidos e personagens diversos da escuridão que habita nos limites do que o pior o Homem possa ter. (seu nome é Legião, hoje compreendemos)

Todos já erramos, todos já ultrapassamos os limites das palavras, seja por meios eletrônicos ou pessoalmente, telefone que seja.

Mas esse supra-sumo que buscamos, essa nata, essa essência do justo, em dinamizar cada vez mais as ações focadas a transformação do Homem, a transformação pessoal de cada um de nós em um ser integral, um ser consciente de que não devas fazer ao outro o que não quer que lhe faça é de fato o que nos consolidará a existência, conquanto aqui estivermos.

O resto é tudo vaidade.

Tom Capella

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

Soberba

Estamos vivendo uma desagregação muito grande em relação ao convívio social. Compreendemos que problemas, violência de ordem social ou moral sempre foram presentes na sociedade. Hoje com a velocidade em que uma informação trafega entre os pontos do planeta, parece que muitas coisas nunca existiram.

Isso podemos agradecer a tecnologia, justamente no sentido de que possamos no amadurecimento da sociedade e mudança das leis, pensar mais na coletividade do que na individualidade.

A falta de caráter, ética, postura em que muitos trafegam nos convívios sociais, muitas vezes escondidos atrás de suas crenças, com vozes de anjos e rostos de candura, escondendo feras insaciáveis nas conquistas terrenas e poder passageiro.

Outras não pensam duas vezes em prejudicar pessoas que estão trabalhando de forma correta e justa, apenas para terem facilitações pessoais nos mais diversos ambientes.

O ser humano parece que tecnologicamente avança e não pára. Mas moralmente regride à passos largos direto para a éra dos selvagens.

Feliz o que mantém a lucidez e o senso de realidade dos fatos e não cai em conversinhas mansas, e analisa com alto senso crítico as ações.

Como as pessoas se portam no dia a dia.

Outros quando necessitam de alguém ou algo, apresentam-se na mais profunda humildade e com voz serena.

Na primeira conquista, esquecem o senso de gratidão, que não se expressa em coisas materiais mas na dignidade humana.

Ouça quem quer, acesse esse espaço quem quer, quem não quer, é só mudar de página.

Se estiver insaciável seja em que sentido for, existem muitos psicólogos e psicoterapeutas por aí que podem ajudar. (aos que querem ser ajudados)

Não estamos aqui para elogios, ou para agradar ninguém.

Não somos auto-ajuda, apenas enxergamos a realidade como ela é.

Infelizmente ainda temos que usar destes textos no sentido de tentarmos acordar um pouco, ou tirar a soberba ou enfrentar a vaidade e hipocrisia de muitos face a face.

O que dirá muito de você é a sua conduta. O que você fala, pode fazer um efeito por um tempo. Mas a tua atitude (inclusive a minha) é quem dirá sobre você. Sobre quem você é. Isso você sempre saberá (nós) quando nos olharmos no espelho de nossas consciências.

Tom Capella

sábado, 30 de janeiro de 2010

Razão e Sensibilidade

Feliz o homem que transita entre a razão e a sensibilidade.

Feliz o homem que viu, que viveu, que aprendeu, que conheceu, mas muito mais aquele que sentiu.

Feliz aquele que sabe agradecer! E mais feliz ainda aquele que compreende que das pontes que transitou a mais bela é aquela onde ele pisou com sinceridade.

Feliz do teu sorriso. Mas felicidade maior ainda é o teu sorriso que transmitiu paz e não expressou tal expressão ou sentimento em prol de conquista própria.

Feliz de você que aprendeu que da vida levamos apenas o que vivemos.

pdluis

E que do que temos, são apenas nossos paramentos que se bem utilizados nos servirão para o engrandecimento do progresso e da sociedade como um todo.

Feliz é aquele que sabe amar e aprendeu que para ser amado é preciso doar-se.

E mais feliz ainda é aquele que não espera ser amado, mas sabe que a vida é tão mais bela quando procuramos mais é amar.

Tom Capella

sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

Dessa matilha

De minha ilha tentei por vezes sair.

Em outras tentamos compreender o que se passa no coração das pessoas. Por outras tantas em nossos corações. Pensamos em alguns momentos que o mundo tem jeito.

Que as pessoas sairão um pouco de suas glorificações vazias para realmente aplicarem uma conduta melhor no dia a dia.

A conduta da autenticidade. Do ser que compreende a condição de cada ser que lhe convive o dia a dia, no sentido simples em respeitar os limites do outro.

Muitos dizem Senhor, Senhor, outros vivem de Glória à Deus, mas agem ainda como porcos.

Mas os próprios porcos cumprem seus papéis de porcos na terra, assim como os micro-organismos.

Enquanto muitos escondem-se atrás de suas igrejas, dogmas, hipocrisias, mas sempre com o interesse maior em ter um Deus só para eles, são tão grandes, tão superiores que tratam Deus como um gênio da lâmpada ou um serviçal de ouro.

Pregam uma coisa. Usam da palavra mansa, macia e generosa, mas agem nos opostos ao que dizem. Esses são os piores.

São mais sinceros. Autênticos e não enganam seus semelhantes com voz macia, tranquila, mas com o fogo das palpitações pelas conquistas materiais na pele.

O egoísmo é uma chaga. Uma doença que deve ser extinguida da terra.

Uma doença que destrói de forma gradativa tudo o que o bom senso tenta construir, a justiça social e o respeito ao próximo.

Respeito ao próximo?

O que isso significa mesmo?

Por isso muitos de nós são ilhas.

Tom Capella

quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

Espaços vazios

Quando você se permite a libertação de dogmas, traumas que por vezes bloquearam suas possibilidades em diversos sonhos e projetos, começa independente do tempo, das frustrações, decepções, a observar o tempo que perdeu em situações irreversíveis e que em nada lhe acrescentaram novas virtudes, conquistas, paisagens.

Existem pessoas que vivem do passado e acampam pelo resto de suas vidas nessas situações mal resolvidas enganando-se e enganando outras pessoas.

São tão pesadas, possuem uma energia que fala mais do que palavras doces. Como lobos de plantão, disfarçados em posturas que não exemplificam além das palavras. Vivem querendo converter outras pessoas para princípios que em verdade não os habilitam a nada pois são apenas lobos disfarçados de ovelhas.

Cuidado com estes. E cuidado com os outros que lhe habitam o coração que não se manifestam na figura de homens, mas são lobos internos a lhe corroer  o tempo, a vida, não permitindo-lhe de fato a melhor respiração e sensação das coisas naquilo que poderia realmente lhe acalentar a alma.

Não abaixe sua cabeça para pessoa alguma, situação alguma advinda de pessoas vis e mesquinhas;  essas que são como matilhas de cães cegos e sem rumo ou galgados em vaidades de conquistas materiais ou posição social que em nada enaltecem o verdadeiro caráter dos bastidores.

Construa. Construa gradativamente sua casa nova.

Faça assim de novas virtudes, novos pensamentos, novas sintonias o teu elo maior entre o que você é e o que você busca ser no que há de mais sublime que é a soberania de Deus em ti.

Tom Capella

sábado, 23 de janeiro de 2010

A Síndrome

Tem tanto babaca por aí (desculpe o termo) que acham que estão podendo. Ou se acham. E perdem a noção do ridículo.

Eu mesmo já achei que estava podendo. Já perdi a noção do ridículo e devas eu ter sido um bom motivo de riso e risada para muitos.

E assim vamos aprendendo. Saímos das geleiras que nos colocamos por vezes na vida. Nos arrastamos pelas noites. Entre sorrisos e rostos anônimos como se fôssemos encontrar um rosto sincero. Um abraço verdadeiro ou uma bela mesa de bar para naufragarmos nossas mágoas e frustrações e nossos fracassos morais.

bar

São assim nesses jardins internos de nosso coração, que vemos os roseirais. Os vocês. Os eus. Os nossos corsários. Nosso porto. Nossa chegada. Nossa partida. Nossas dores. Nossos meio sorrisos. Nossos vazios compartilhados em um copo já vazio que pede mais.

Se esse chão tem rosas. Se esse chão tem pétalas. São nessas que tentamos por vezes nos arrastar. E assim nossos dedos ficam imantados por um aroma de rosas.

E assim, o sol nos bate no rosto. E assim sentimos o day after. O day after de nós mesmos naquilo que não tivemos capacidade de enfrentar que nossos próprios demônios.

Essas lâminas que nos ferem. Essas lâminas que nos cortaram as entranhas melancólicas das horas que não passavam. A buzina lá fora. A janela escura. A cortina na penumbra. O rosto escondido observando a avenida.

Seria um sonho de concreto ou apenas a procura intensa do mar?

Bem sabemos!

Tom Capella