sexta-feira, 2 de julho de 2010

Sou leigo em tudo

Temos destruído as bases que constituem nossas vidas de uma forma globalizada. A preocupação do Homem é como salvar o “sistema econômico” e não como salvar o planeta.

Preservá-lo para as futuras gerações que virão.

Como um retorno ao tempo dos dinossauros. Esse é um problema da humanidade, um problema global e não de um país em específico.

Biosfera, hidrosfera, cristosfera, como você compreende que deverá existir uma base para o salto do reencontro da humanidade consigo mesma.

Para mim a crise maior hoje é a dor do parto do ser humano, a necessidade de se emergir uma nova humanidade, justa, ética e que o Homem tenha a consciência em relação a isso.

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Temos que entrar na fase da cooperação. Na consciência da coletividade. Não temos como voltar o tempo. É deveras necessário uma reavaliação urgente dos valores humanos.

Devemos democratizar a cultura, sejam das classes acadêmicas ou das ruas. Permitir o conhecimento avançar e assim colaborar com o crescimento do ser humano nos mais diversos campos, nas mais diversas linguagens culturais.

Na hora dos problemas maiores sejam eles em decorrência dos desastres naturais, violências sociais ou não, não existe classe superior ou inferior. Todos sofrem e dependem uns dos outros da fraternidade humana. Nesses momentos não há castas, cátedras ou honras ao mérito.

E sim a honra (atitude) em dar sustentação aos que necessitem de mãos para que possam assim reerguer-se.

Tom Capella.

Morro todos os dias

 

Muitas vezes é necessário morrer em vida, para que possamos renascer novamente sem as firulas dos interesses materiais ou como um aluno rebelde a cumprir o dever de casa.

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Vemos isso comumente, em que diversas pessoas após a queda, a primeira coisa que procuram são agrupamentos religiosos e passam da noite para o dia a agirem como bons samaritanos.

De nada adianta a mansuetude das palavras e principalmente o show religioso quando na verdade tudo representa apenas um invólucro para as vaidades que são ocultas e latentes esperando para retornar com mais força após a transposição dessas fases.

Muitos tornam-se maleáveis quando estão em posições de sofrimento, angústia e perda, perante a vitrine do sucesso material.

Quando compreendemos que as perdas nos ensinam a crescer. Que a dor, a angústia, decepção são como a batida rápida em uma chapa de aço que nos faz cair na luz da própria consciência, começamos de fato a viver.

Renascemos e começamos a reconstruir o que temos de melhor para que de nossas palavras sejam também nossos atos.

O caminho das facilidades sempre é o mais pertinente perante os resultados mais fáceis por vezes. A fidelidade é a irmã da lealdade. E exige posicionamentos e aceitações e negativas. E a consequência de cada escolha.

E a disciplina e justiça sempre serão necessárias para se manter a rédea das coisas, seja no campo dos relacionamentos, amizades, negócios e conscientização de quando erramos e para com quem erramos.

O ser humano é um ser de relacionamentos, de motivação e objetivos, motivos para seguir em frente.

Quando não possuem esses motivos, a motivação, o objetivo perde-se e fica como carro sem rumo.

Tudo o que fácil vem. Fácil vai.

E manter a estrutura das coisas, seja emocional, seja no campo financeiro, das ações pessoais ou interpessoais é uma premissa necessária para que possamos permanecermo-nos fortes como a rocha.

Seja como a rocha. Firme. E quando sentir insegurança, procure da sua fé dizer para que ela se mova de um lugar para outro, mas na certeza do trabalho silencioso.

Fé sem ação é fé vazia. Pensamento positivo sem trabalho é pensamento neutro.

Nem sempre quando ganhamos perdemos. E nem sempre quando perdemos ganhamos.

As vezes quando realmente perdemos e nos defrontamos com o espelho da própria consciência é quando de fato estamos aptos a ganhar.

Tom Capella

 

“E ganhar nada mais é do que uma rápida hospedagem por esse planeta.Um castelo de cinco mil anos nunca me pareceu ter donos e sim hóspedes. Tom Capella”

quinta-feira, 1 de julho de 2010

O quadro em branco

 

A fé sempre fará a diferença. De nada adiantará paramentos, dogmas, imagens, postulados que sejam se não houver a transformação do ser no seu dia a dia. É comum nos depararmos com vários representantes da fé e das crenças em Deus que agem moralmente como homens pequenos.

Em muitas situações nos deparamos com essas pessoas e se não tivéssemos base e esclarecimento das coisas questionaríamos a presença do Evangelho de Jesus em determinados lugares, principalmente pelos farsantes que julgam representá-lo.

E isso serve também para aqueles que matam em nome de Deus e de sua fé.

Apenas observamos aqui, pois o Universos Paralelos não representa unicamente uma linha de pensamento ou fé. Aqui falamos de condutas.

E condutas são poucas hoje em dia.

Atitudes e gestos envoltos na vaidade e nos confortos materiais e no que o dinheiro possa trazer.

Representam bandeiras fervorosas da fé, mas são apenas homens pequenos escondidos que são naquilo que dizem representar.

Por vezes homens comuns denominados de homens sem fé, não cristãos, são muito mais valorosos, possuem caráter, não são mesquinhos, vaidosos e principalmente hipócritas. Agem. Tem ação. Atitudes e propagam a fé em Deus, nas coisas do belo através de suas pequenas ou grandes atitudes no dia a dia.

Já possuímos muitos escolhidos, já fomos manipulados por séculos e séculos para que os interesses das grandes fortunas fossem protegidos como se quanto mais dinheiro mais poder. Mas um poder sempre focado para o materialismo e não para a transformação do Homem.

São tantas injustiças que deparamos no dia a dia. Seja de ordem moral com muitos que convivemos. Seja quando nós mesmos enquanto nos julgávamos as vítimas éramos nós os algozes.

Mas o homem é um ser de fato complicado. Julga todos os momentos pela imagem que não representa de fato o coração e atitudes. Não analisa muitas vezes, o histórico de vida das pessoas sem compreender por vezes como se constituiu tais realidade.

E nem sempre a vítima é a vítima propriamente dita e sim o algoz moral de determinadas situações. Ao menos foi conosco. Sempre recebemos daquilo que plantamos.

Quando portas foram fechadas e reclamamos mas que em verdade nós mesmos as fechamos por estarmos cegos em nossas fantasias, egoísmos e vaidades.

Perceba sempre a atitude. Leia pessoas. Ouça-as até. Mas leia-as. O que dirá mais de uma pessoa são suas atitudes não o que ela diz ou a instituição que ela diz representar.

Muitos lugares em que se expressam a presença do Cristo ou que lhe representam pode acreditar é o último lugar em que ele se encontra porque existe apenas o dogma e não o amor do cristianismo no coração, a reforma íntima, a transformação do homem, a ação e a atuação para a melhoria do mundo.

Esses ao final terão uma grande decepção. Não permita que sua fé fique nas mãos de pequenos homens.

O mundo tornou-se e continua um lugar de interesses onde classes menos favorecidas são manipuladas e sustentadas por oligarquias cruéis.

Outros de tão mentirosos mentem tanto que até eles mesmos acreditam que dizem a verdade. Personalidades duplas que se adequam as situações e interesses.

Outros projetam, prometem, prometem e nunca saem do campo das palavras. Mas quando precisam de ti procuram-lhe como pequenos cordeiros.

O que nos vale são nossas transformações e quando sentimo-nos fracos é quando de fato estamos fortes.

A vida vale a pena e de cada queda, cada decepção no homem, de cada sofrimento nos tornamos homens melhores, mais lapidados, com um maior entendimento da vida e coisas e mesmo não tendo condições de voltar e recomeçar, podemos recomeçar e fazer um novo fim.

Não perca tempo.

Tom Capella

Pesquisador comenta alguns mitos em Psicologia

Psicologia | 28/06/2010

As pessoas adoram ler sobre Psicologia, mas a grande maioria das informações disponíveis e repercutidas na mídia nem sempre tem validade científica.

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“Há um monte de informação, mas boa parte do que se vê por aí é bastante errônea”, diz Scott Lilienfeld, psicólogo e pesquisador da Universidade de Emory, nos EUA. Uma das mais populares teorias é aquela que diz que as pessoas usam apenas 10% do potencial do cérebro, apesar dos pesquisadores no mundo todo indicarem que os indivíduos usam boa parte do órgão mesmo para executar tarefas simples. Uma pesquisa de opinião americana chegou a constatar que 59% de pessoas com nível universitário acreditam nessa teoria.

“Existe até mesmo a possibilidade de ideias como essas serem comprovadas cientificamente”, diz Lilienfeld, “mas a maioria esbarra em erros já discutidos em diversos trabalhos científicos de altíssima qualidade.”

Alguns mitos que fazem parte do senso comum:

• “Somente pessoas deprimidas cometem suicídio.”

Uma pesquisa publicada em 2007 no periódico Current Opinion in Psychiatry (Vol. 20, Nº 1) diz que na verdade entre 13% e 41% das pessoas que cometem suicídio poderiam ter sido classificadas como depressivas. A variação nos números indica a falta de dados concretos dessa informação, pois muitas vezes se tem acesso apenas à descrição de terceiros sobre os atos anteriores da pessoa que cometeu suicídio.

O abuso de álcool e outras drogas, a esquizofrenia, transtorno do pânico, fobia social, transtornos da identidade de gênero e transtorno da personalidade borderline também podem levar ao pensamento e ao ato suicida. O indicativo desse tipo de problema, independentemente do diagnóstico para qualquer um dos transtornos citados acima, é a falta de esperança constante nesses indivíduos.

• “Úlceras são o reflexo de estresse.”

Mais de metade dos americanos que participaram de uma pesquisa em 1997 acreditava que o estresse era responsável pelo desenvolvimento de úlceras estomacais. “Sabe-se que as úlceras são causadas por uma bactéria chamada H.pylori. O estresse pode piorar esse quadro clínico, mas não causá-lo”, explica Lilienfeld.

• “Inteligência é genética.”

Essa é uma “pegadinha”, diz Lilienfeld. O problema com a afirmação passa por questões genéticas, que contribuem para determinadas características dos indivíduos, mas há um erro inerente nesse tipo de lógica: acreditar que os genes são os únicos responsáveis por um determinado traço de personalidade de algumas pessoas. Aliás, uma simples mudança no que se está procurando – formular uma questão sobre o que deve ser observado – pode mudar os resultados desse tipo de coleta de dados.

Tome como exemplo a variação do Q.I. (coeficiente de inteligência): se vivemos em uma sociedade perfeita em que todos têm acesso ao ensino de qualidade, poderíamos afirmar que uma determinada herança genética pode gerar indivíduos com inteligência acima da média sempre. Isso porque não há variáveis ambientais.

Um determinado indivíduo pode ter facilidade acima da média em matemática, mas nunca ser apresentado à matemática, por exemplo. “As pessoas acreditam que um traço genético seja necessariamente ativado, mas na verdade essa efetividade da herança genética pode esbarrar em variáveis sociais”, diz o pesquisador.

• “O único modo de tratar o alcoolismo é com a abstinência.”

Apesar de essa ser a base do programa de intervenção dos Alcoólicos Anônimos, o pesquisador aponta que outros tipos de estratégias que ensinam essas pessoas a beber socialmente e manter o controle podem ser efetivas. O resultado é de outra meta-análise feita em 1999 e publicada no periódico Journal of Counseling and Clinical Psychology (Vol. 67, Nº 4).

“Mas não é o tipo de estratégia que funciona com todos”, alerta Lilienfeld. “Pessoas com um longo histórico de abuso de bebidas alcoólicas e problemas psicológicos podem não conseguir atingir os objetivos desse tipo de intervenção.”

• “Olhar para as pessoas e traçar perfis criminais exatos que possam prevenir crimes, como nos filmes e séries de TV.”

Uma meta-análise – revisão de diversos trabalhos científicos com temas similares – feita em 2007 (publicada no periódico Criminal Justice and Behavior, Vol. 34, Nº 4) diz que a maioria das previsões de ações baseadas em perfis de criminosos feitos por psicólogos é tão efetiva quanto aquelas feitas por pessoas comuns, sem nenhum conhecimento de Psicologia.

Uma pessoa bem informada sobre um crime específico, razoavelmente inteligente e com acesso a dados demográficos pode fazer inferências sobre um suposto criminoso tão boas quanto a de profissionais forenses. “Um programa de computador bem afinado pode fazer o trabalho tão bem e mais rápido do que as pessoas encarregadas desse tipo de análise”, diz Lilienfeld.

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com informações da American Psychological Association

sábado, 26 de junho de 2010

Doces anônimos, nós vos esperamos

“E nós aqui vos procuramos”

Naquela tarde de domingo, notei a luz amarela e o corredor escuro que dava acesso aos pequenos quartos.
Ao adentrar tais quartos notamos por sobre a cama pessoas idosas e doentes, quase sem movimento mas arrumadas e perfumadas para receber os visitantes de domingo.

Um cheiro que se misturava a urina com um perfume de terceira categoria, esse talvez uma lembrança deixada por algum visitante, mas que era para aquela idosa o que mais de precioso havia ali em relação à elevação de sua vaidade e estar assim preparada para os visitantes.

O sorriso, o abraço anônimo mas carente e imediatamente a frase de que estava ali, mas seu filho ou sua filha estava para vir buscá-la. O que após breve verificação notamos que foram deixados ali há anos atrás (deixados pra trás), sem qualquer registro de visita.

Imediatamente ao sentarmos ao seu lado, caso houvesse uma cadeira, começávamos a ouvir histórias de épocas passadas misturadas com lucidez, lembranças e fantasias.

É como se o tempo naquela tarde de domingo parasse. Como se ouvindo aquelas vozes, observando a tristeza que passava a arquitetura do lugar semi-abandonado e sem reformas, com as paredes pintadas há anos com cores já sem brilho.

idosos
Um pequeno guarda roupa no canto do quarto e outra cama por vezes vazia e retalhos por cima.
A luz de tão amarelada nos exigia o esforço do olhar, visto que pela janela mesmo com a tarde iluminada, não conseguíamos receber a luz em alguns quartos pois havia uma proteção contra insetos e já em estado de sujeira e fixada no batente de qualquer jeito.
Como se ali houvesse apenas a última fronteira onde o ser humano possa chegar. Onde a poesia acaba. A música dá seu último tom. O vibrato não alcança. A lágrima já não mais se faz presente de tão seca. O silêncio. A morte.
O que faz você de seus idosos? De seus velhos camaradas? Daquelas que muitas vezes lhe deixaram a segurança financeira que possues hoje ou que perderam madrugadas para cuidar de você.
Ou que enquanto você não chegava não parava de ir até a janela para lhe esperar. Seu hipócrita que abandona seus velhos camaradas?

E que vivem abandonados e sabotados em lugares assim, que mesmo que em sua consciência amparados que o fosse pelo dinheiro, o cheiro forte de urina mas o descaso das visitas, lhe consomem de vez os últimos anos e dias na vida?

O que será de nós que abandonamos nossos idosos a própria sorte?
Para isso temos o tempo. Este que é incansável. Inatingível e que chega. Em seu silêncio mortal. Mas que nos permite a vida enquanto nos possa.

E assim, naquela tarde ao sair daquele lugar, ao entrar em meu carro, olhei no retrovisor e notei ainda alguns pequenos sorrisos na varanda, daqueles que ainda conseguem se arrastar ou andar por si mesmo, com seus pequenos gestos nos dizer:
- Voltem, voltem logo, vamos ficar esperando.

Tom Capella

Vos que nos esperam, sempre até vos voltaremos.


"Nós que aqui estamos! Por vós esperamos! "

 

"Os que nunca vivem o momento presente são os que não
vivem nunca — e o que dizer de você?", escreve o poeta dinamarquês
Piet Hein, num de seus poemas. O pintor e escritor finlandês Henrik
Tikkanen expressa uma idéia semelhante na seguinte máxima, ou
aforismo, que nos dá o que pensar: "A vida começa quando
descobrimos que estamos vivos".  ( O Livro das Religiões)

sexta-feira, 25 de junho de 2010

Vanitas vanitatum,omnia vanitatum (eclesiástes)

 

“Vaidade das vaidades, tudo é vaidade”

Segundo o Dicionário Analógico da Língua Portuguesa de Francisco Ferreira dos Santos Azevedo, esgotado desde 194, “vaidade” tem 71 substantivos afins, incluindo “ânsia incontidade despertar a aadmiração “parlapatonice”, “pretensão”, “memegalomania “egoísmo” e “narcisismo”. (Leia mais em Vida Simples,Ed.44)

Essa nova geração em que vivem horas e horas nos resquícios ilusórios dos sites de relacionamento, myspace, orkut, facebook, fora as madrugadas inteiras a procura do nunca te vi sempre te amei, nos MSNs, mostra um mundo virtual e existente que de certa forma envolve e muito as emoções humanas.

Pessoas tornam-se avatares instituindo personagens que gostariam de ter sido enquanto suas vidas aconteciam. Outros tentam reviver o passado, colocando imagens antigas ou expressando seus sonhos e tudo aquilo que sempre quis fazer e ser na vida mas não pode devido à dinâmica da própria vida individual ou por problemas e decisões pessoais.

Mas em tudo isso notamos a gestão do Eu. Como se tudo isso fosse uma grande vitrine virtual. E as pessoas colocam-se de acordo com o que querem mostrar em suas próprias vitrines.

Em grande parte o egoísmo e a vaidade, são sempre as pertinentes. Em outras o simples gesto de procurar amigos, um companheiro ou companheira, o que lhes expõe de forma cruel nas escuridões do mundo cibernético. Face às máscaras.

cristo

Mas acaba acontecendo um fenômeno que torna robotizando a grande maioria das pessoas que vivem conectadas horas e horas, alguns durante o dia em seu trabalho, outros pelas madrugadas. E não se vive a vida.

Não se enxerga a nitidez maior do dia a dia essa que buscamos nos monitores de lcd com maior nitidez justamente para como um looping ver com naturalidade maior o que já vemos se tirarmos os olhos dos monitores.

É o homem querendo reconstruir a vida, o homem através da tecnologia. Sendo que muito em breve teremos encontro de amigos somente através de conexões banda larga.

E é justamente o toque, a camaradagem de sentarmos na frente do mar e observarmos o que em breve não mais teremos se continuarem as ressacas.

Talvez um dia o homem consiga compreender e trafegar entre esses dois universos. Em uma composição respeitosa de que tudo isso do campo da artificialidade só possa existir para que nós possamos nessa evolução, progresso, tornarmo-nos seres melhores e reconstruir gradativamente um mundo maior para se viver.

Com mais justiça, respeito ao próximo e acima de tudo a nossa constante busca pela espiritualidade e com o olhar acima do chão, para o mistério do universo e tudo o que advém dele.

Pois não se esqueça, nosso planeta é como um rancho levitando nesse cosmos.

Tom Capella

quinta-feira, 24 de junho de 2010

E tudo aquilo que éra

 

Notamos muitas pessoas que em suas estradas. Que são suas. Próprias. Acabam deparando-se com grandes decepções. Um dia já ouvimos a mesma frase que deteríamos uma das maiores decepções. E elas vieram.

E quem nunca enfrentou das decepções com pessoas que havíamos antes depositado todos nossos valores. As nossas maiores bases da fidelidade, da lealdade e da ombridade em amizades que em verdade não expressavam o que no mínimo poderíamos esperar de um bom homem.

Destas vezes sentimo-nos como palhaços. Por vezes muitos agem de uma forma, mas pensam de outra e lhe entregam pacotes que você jamais poderia esperar ao menos destes entregadores.

A farsa torna-se tão natural. E sentimos muito pelos humildes (os sinceros).

Por aqueles que tivemos a oportunidade em perceber os olhos puros olhando para as estrelas, sem cores, sem poemas vazios.

Não permita que ladrões de sonhos lhe tirem os brilhos dos teus olhos. O mesmo brilho que por vezes você observa nos olhos dos teus filhos.

Tenho preferência em ficar no portão. Como guardião desses encantos. Encantados.

Destes olhos puros e pertinentes a candura do ser.

Alguns perdem a razão por coisas tão pequenas. E que das razões mais belas são aquelas no campo da lealdade. Outros julgam sem saber. A estes apenas o desprezo.

E quando de nós permitimos que nos roubem dos nossos perfumes, daqueles que sentimos nos melhores sonhos.

Por vezes vou até aquela mesa. Aquela ali.

mesa

 

Venha até aqui. Senta e compartilha da minha mesa.

Toma da minha água.

Receba um pouco dos meus sonhos, a vida não conseguiu levar todos. Ainda temos aqui alguns um tanto quanto coloridos mas verdadeiros.

 

Queremos-lhe um imenso bem.

Sinta de nossa amizade e de nosso carinho.

Vem aqui e me dê um abraço.

Tom Capella