quarta-feira, 9 de setembro de 2009

Quando eu crescer!

 

Quando eu crescer serei como eles. Serei assim um ateu. Serei apenas um ateneu. Um crente. Um católico. Um agnóstico. Serei músico. Serei poeta.

Quando eu crescer serei como eles. Um pianista. Um idealista. Serei um escritor. Serei apenas um impostor.

Quando eu crescer serei como eles. Compreenderei mais sobre certas coisas. Minha casta será das melhores.

Não serei eu mais um farrapo. Um trapo. Um bobo.

Quando eu crescer serei como eles. Apenas mais um.

Tom Capela

segunda-feira, 7 de setembro de 2009

Abstrata, mas é dela!

Mas se do teu amor fizer-te então a dor. Se de tí não estás preparado ainda para tal. De tantas procuras.

Mas que procuras se tens em você então o preenchimento maior das tuas conquistas em relação ao que tens a oferecer.

E se tens a oferecer, não há de procurar.

Se és belo. Se és assim tão fera que por vezes deixou de ser bela.

Mas que de tí que já cometestes teus erros. Se assim regenerastes então de teu egoísmo.

Compreendes então que guarida maior é quando de tí sai virtude.

E da tua virtude estarás então na plenitude maior da tua guarida de paz.

O que procuras então, se desse mundo nada temos em verdade. Mas podemos dos momentos nossos. Tão nossos. Sermos o que realmente somos. Ao menos por momentos. Sermos nós mesmos.

E quando somos o que somos. O que queremos ser. O que buscamos ser. É quando nos libertamos.

E assim permitimos que a vida realmente possa ser sentida por nossa vida tão curta e tão passageira no decorrer do tempo que não pára para nos esperar.

Segue então com o melhor de você. Talvez assim no banquete dos cabanos, sinta-se realmente uma pessoa melhor.

Melhor naquilo que possas estar realmente preparado para servir.

Sem nada esperar em troca.

Porque da vida a vida.

Tom Capella.

Conheces então desta felicidade!

Se existem normais em tantas multidões de loucos disfarçados de lúcidos. Tão loucos que acreditam serem normais. Apenas tijolos amontoados com nome e endereço.Outros apenas comem, por vezes dormem. Outros nem comem. Preparados. Assexuados. Selvagens apenas preparados. E assim seguem os circos. O pão, o vinho. O palco. De feras que nos tornamos por vezes. Amenos. Serenos que somos. Alimentados. Pacíficos. Alguns perdidos na madrugada procurando estrelas que não existem em seus campeios pessoais.A campa tudo enxerga. Ela co-existe com teus resquícios.

São assim nos corações das trevas. Onde a pobreza impera. O desprezo exerce o mais alto e soberbo poder. Eles tentam ter sonhos. Mas talvez como Macabéa (personagem de Clarice Lispector de A Hora da Estrela), nem sabem que existem. O bem e o mal misturam-se.Onde crianças abandonadas nos perímetros do próprio destino, tornam-se assim filhos do ódio.

Outros tão perdidos nas madrugadas procuram assim viver seus contos de fadas. Esses que sempre os levarão as suas próprias misérias. Outros na Assembléia de Patrícios, vivem sua própria Sodoma e Gomorra. Nos faróis o sangue escoa nos ralos da hipocrisia social. Corredores frios e nos noturnos abandonados pela incapacidade social. Velhos miseráveis abandonados à própria sorte. Crianças sem o direito à educação e ao menos a dignidade em um dia poderem ser algo melhor. Mas são assim. Nos MSNs, nos Orkuts onde alguns incautos procuram os próprios sonhos. Fantasmas ambulantes.

Câncer e metástase que espalham por onde há esperança a mentira e a falsidade da farsa dos sentimentos que apenas resvalam-se em uma noite ou tarde de hotel. Para a busca dos prazeres que lhes abasteçam apenas os sentimentos mais selvagens. Sem assim criarem vínculos verdadeiros no sentir, no ser, no toque ao semblante e no amor ao próximo, daquele próximo que lhe ouve e lhe dedica por vezes a atenção daquele que ainda tem o brilho nos olhos.

Morro eu. Morro eu mil vezes. Morro eu eternamente por aqueles que ainda tem brilho nos olhos.

Sinto por esses que perdidos acabam assim como doentes da alma. Secos. Mas não tão dignos de pena porque permeiam entre o próprio egoísmo disfarçado por um olhar de beleza e candura, em um âmago nefasto de trevas e sujeiras.

Mas esses que seguem nos cruzamentos e tentam assim fazer dali um circo (e isso me dóe), em sua pureza estragada pela farsa social. Do egoísmo e da destruição das massas. Onde muitos intelectuais em seus redutos de vaidade, escondem-se em seus belos apartamentos ou casas, em sofás que lembram os tapetes persas mais confortáveis, ostentam superioridade sobre a massa pobre e ignorante que nem se quer teve uma chance em dizer amém.

E assim nesse mesclo. Nessa mistura de tanta coisa e coisa nenhuma. Sentimo-nos ludibriados. Como com ferro marcado.

Ferro marcado de dor.

Tom Capella.

São eles!

Se em meu mundo viajo! Nos meus mais silenciosos eus sinto então o que de eus nada mais tenho. E assim sigo eu, nos meus teus. Sinto então as mãos frias. O silêncio profundo. O temor mais irônico do mundo. Sim. Se por vezes viajo. Nada sou eu perto dos que possam ser. Que pensam ser. Que são. O que sou apenas eu no que sinto dos meus trapos pessoais melancólicos que o são. São apenas sós. São bancos acadêmicos. São bancos frios e gelados nas noites festivas e chorosas nas mesas geladas dos mais tenebrosos palcos. O que sou se apenas vivo. Se apenas sigo.

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Se apenas sou feliz. Nas infelicidades nas cidades que passei. Ou nas cidades que vivi em meus pensamentos. Cidades vazias. Vadias. Cidades frias. Cidades luzes. Apagadas. Serenas. Poéticas. Apenas sou eu então. Um resquício. Uma lembrança. Um sonho. Uma esperança. Um querer sem querer. Um não querer. Uma lágrima. Um ódio profundo contra injustiças. Uma injustiça profunda sem ódio. Apenas um ato. Psicótico de um ser sem alma. Não cabe a mim viver sem alma. Mas não cabe a mim permitir-me confabular com uma alma vazia. São assim homens tenebrosos que vagam por aí. Nas metrópoles. Nas multidões. São apenas figuras humanas. Desumanas. Metódicas. Sectaristas. Fingidas.Fétidas até. No cheiro enjoativo da alma vadia. O que então posso assim viajar sem máculas. Viajar sem alcóol. Viajar sem drogas. Sem egoísmos. Sem a droga da alma permeada nas farsas e nos discursos vazios. No grito. O que fazer então se na carne corrói a doença que avança sobre a saúde da paz. Da alma vazia.

Tom Capella.

Viva seus sonhos! Tudo passa muito rápido. A vida vale à pena! Felicidade é onde seu coração está!.

Hoje poderia morrer em paz. Meu coração encontrou guarida!

domingo, 6 de setembro de 2009

O que te incomoda!

A vaidade intelectual é uma vertente contra as novas possibilidades de conhecimento. É quando determinadas pessoas após toda uma graduação no campo do conhecimento, sentem-se ameaçadas por vezes pelo novo. Os textos rebuscados e a forma de posicionar-se em relação as novas culturas, fere e fere de forma cruel todas as possibilidades de desenvolvimento intelectual das pessoas que não tiveram por vezes a oportunidade em freqüentar tais bancos acadêmicos.

Somente haverá desenvolvimento quando iniciarmos um processo verdadeiro de mudanças, longe dos discursos vazios.  Cada um dentro dos seus próprios redutos, tem assim divulgado de uma forma mesclada com tais intelectualismos a premissa maior da hipocrisia, do lado amoral do homem que nunca acompanha o seu lado intelectual.

Muito se fala sobre os valores humanos mas muito realmente se faz para que esses valores realmente se transformem e transformem vidas. Sendo que temos notado que seres humanos em diversos campos da sociedade, já ultrapassaram os limites do permitido, visto a convivência em sociedade. Sendo que a premissa primeira é quando há vida. Não haverá jamais limites sobre ideologias ou direitos humanos, quando através de nossas atitudes nós limitamos o direito humano do outro.

Violências urbanas avançando de tal forma e muito pouco se tem feito para que realmente possamos combater o mal pela raiz, no ensino, na educação, na sociabilização e desenvolvimento do sentido da cidadania.

Na repressão que pune e pune de forma veemente, no sentido da necessidade urgente da mudança das leis e principalmente do exercício real de que sejam cumpridas.

O meu direito humano termina quando inicia o direito humano do outro. E quando a sociedade deixar de ser hipócrita, protecionista e podre, conseguiremos compreender que a coletividade deverá ser a guardiã da paz.

Mesmo que para isso utilizemos a dinâmica da guerra contra a falta de educação, contra a violência (com mão forte), contra os discursos vazios e em casos como o do Senado Federal, que seja fechado quando se desvincule dos reais interesses da sociedade.

Tom Capella.