sábado, 5 de junho de 2010

Viva

Este texto nos faz entender muitas coisas.

Por Airton Luiz Mendonça

(Artigo do jornal O Estado de São Paulo)

O cérebro humano mede o tempo por meio da observação dos movimentos.
Se alguém colocar você dentro de uma sala branca vazia, sem nenhuma mobília, sem portas ou janelas, sem relógio.... você começará a perder a noção do tempo.
Por alguns dias, sua mente detectará a passagem do tempo sentindo as reações internas do seu corpo, incluindo os batimentos cardíacos,ciclos de sono, fome, sede e pressão sanguínea.
Isso acontece porque nossa noção de passagem do tempo deriva do movimento dos objetos, pessoas, sinais naturais e da repetição de eventos cíclicos, como o nascer e o pôr do sol.
Compreendido este ponto, há outra coisa que você tem que considerar: nosso cérebro é extremamente otimizado.

cerebro1
Ele evita fazer duas vezes o mesmo trabalho.
Um adulto médio tem entre 40 e 60 mil pensamentos por dia.
Qualquer um de nós ficaria louco se o cérebro tivesse que processar conscientemente tal quantidade.
Por isso, a maior parte destes pensamentos é automatizada e não aparece no índice de eventos do dia e portanto, quando você vive uma experiência pela primeira vez, ele dedica muitos recursos para compreender o que está acontecendo.
É quando você se sente mais vivo.
Conforme a mesma experiência vai se repetindo, ele vai simplesmente colocando suas reações no modo automático e 'apagando' as experiências duplicadas.
Se você entendeu estes dois pontos, já vai compreender porque parece que o tempo acelera,
quando ficamos mais velhos e porque os Natais chegam cada vez mais rapidamente.
Quando começamos a dirigir automóveis, tudo parece muito complicado, nossa atenção parece ser requisitada ao máximo.
Então, um dia dirigimos trocando de marcha, olhando os semáforos, lendo os sinais ou até falando ao celular ao mesmo tempo.
Como acontece? Simples: o cérebro já sabe o que está escrito nas placas (você não lê com os olhos, mas com a imagem anterior, na mente); o cérebro já sabe qual marcha trocar
(ele simplesmente pega suas experiências passadas e usa,no lugar de repetir realmente a experiência).
Ou seja,você não vivenciou aquela experiência, pelo menos para a mente.
Aqueles críticos segundos de troca de marcha,leitura de placa são apagados de sua noção de passagem do tempo.
Quando você começa a repetir algo exatamente igual, a mente apaga a experiência repetida.
Conforme envelhecemos as coisas começam a se repetir - as mesmas ruas, pessoas, problemas, desafios, programas de televisão, reclamações, -.... enfim.... as experiências novas (aquelas que fazem a mente parar e pensar de verdade, fazendo com que seu dia pareça ter sido longo e cheio de novidades), vão diminuindo.
Até que tanta coisa se repete que fica difícil dizer o que tivemos de novidade na semana,
no ano ou, para algumas pessoas, na década.
Em outras palavras, o que faz o tempo parecer que acelera é a...
ROTINA
A rotina é essencial para a vida e otimiza muita coisa, mas a maioria das pessoas ama tanto a rotina que, ao longo da vida, seu diário acaba sendo um livro de um só capítulo, repetido todos os anos.
Felizmente há um antídoto para a aceleração do tempo:
M & M (Mude e Marque).
Mude, fazendo algo diferente e marque, fazendo um ritual, uma festa ou registros com fotos.
Mude de paisagem, tire férias com a família (sugiro que você tire férias sempre e, preferencialmente, para um lugar quente, um ano, e frio no seguinte) e marque com fotos, cartões postais e cartas.
Tenha filhos (eles destroem a rotina) e sempre faça festas de aniversário para eles, e para você (marcando o evento e diferenciando o dia).
Use e abuse dos rituais para tornar momentos especiais diferentes de momentos usuais.
Faça festas de noivado, casamento, 15 anos, bodas disso ou daquilo, bota-foras, participe do aniversário de formatura de sua turma, visite parentes distantes, entre na universidade com 60 anos, troque a cor do cabelo, deixe a barba, tire a barba, compre enfeites diferentes no Natal, vá a shows, cozinhe uma receita nova, tirada de um livro novo.
Escolha roupas diferentes, não pinte a casa da mesma cor, faça diferente.
Beije diferente sua paixão e viva com ela momentos diferentes.
Vá a mercados diferentes, leia livros diferentes, busque experiências diferentes.
Seja diferente.
Se você tiver dinheiro, especialmente se já estiver aposentado, vá com seu marido, esposa ou amigos para outras cidades ou países, veja outras culturas, visite museus estranhos, deguste pratos esquisitos... em outras palavras... V-I-V-A. !!!
Porque se você viver intensamente as diferenças, o tempo vai parecer mais longo.
E se tiver a sorte de estar casado(a) com alguém disposto(a) a viver e buscar coisas diferentes, seu livro será muito mais longo, muito mais interessante e muito mais v-i-v-o... do que a maioria dos livros da vida que existem por aí.
Cerque-se de amigos.
Amigos com gostos diferentes, vindos de lugares diferentes, com religiões diferentes e que gostam de comidas diferentes.
Enfim, acho que você já entendeu o recado,não é?
Boa sorte em suas experiências para expandir seu tempo, com qualidade, emoção, rituais e vida.
V I V A !!!!!!!!

Texto retirado do blog:

http://www.caldeiraodenovidades-al.com.br/index.htm

quinta-feira, 3 de junho de 2010

Somos hóspedes

Ocupáramos por vezes espaços que não condizem com o que de fato estávamos procurando para nós, para o aconchego de nosso ser.

Hospedáramos em nossos corações e vidas o que muitas vezes não queríamos para nós.

Vimos obrigatoriamente como que anestesiados pela necessidade de sobrevivência, rostos, sorrisos, pessoas que amávamos partirem.

Uns em vida, talvez a representação da morte mais cruel e sagaz. Quando morremos em vida para alguém ou o inverso.

Outros pela própria condição humana de cada um de nós.

Sentimos o ar da última despedida. Do último sorriso e da última voz que nos envolveu o momento, a tarde, a noite o acalanto, o aconchego de nós mesmos nas esperanças.

Não bem sabemos que cores podem ser revestidas essas esperanças se no azul, no rosa, no amarelo ou no verde que cura as feridas da alma.

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Mas a história ainda não acabou. As músicas que gostamos ainda não terminaram, nem o livro de nossas vidas terminou de ser escrito.

Joga uma água no rosto e vai. Sai daí agora. Abra as janelas e faça assim que a tua vida reflita o sol que brilha lá fora ou o brilho da lua que explode em seu rosto.

“Felicidade não é ter posses, é ter posse de si mesmo”

Tom Capella

Janelas

Compreendendo que tua janela para o mundo são teus olhos e tuas percepções, por vezes não percebes que muitas pessoas enxergam através de vidros embaçados por anos devido suas dificuldades em desenvolver uma percepção maior que não seja a do egoísmo o que não lhe permite enxergar verdadeiramente as paisagens do mundo com as janelas da mente abertas.

janelas

Quando compreendemos que nossa felicidade sempre dependerá da felicidade do outro, que o amor é uma renúncia pessoal em diversos pontos de forma que ocorra o equilíbrio, principalmente no campo das diferenças, estaremos aptos a amar.

O amor é soma. Parceria. Fidelidade e lealdade. Sem esses atributos é apenas companhia, por vezes possessivas, mas que mesmo mostrando o cenário da felicidade, encobre o verdadeiro conteúdo do que acontece nos bastidores da intimidade do ser e assim no desgaste gradativo dos relacionamentos.

Existem pessoas que não sabem amar.  Não aprenderam.

Confundem com paixão. E paixão passa.

Preocupação com  o outro além dos resquícios das fronhas de seda, ultrapassa os limites das comédias de vida privada, seguindo além da rotina na convivência a novas descobertas sempre.

O segredo dos relacionamentos por vezes é a mudança gradativa do que é comum ao dia a dia para momentos novos. É auto-observação constante e não permitir que se caia em uma rotina até a hora derradeira.

Como se estivéssemos condenados a sermos demarcados com os números das estatísticas em relação ao grande vazio que sonda o homem.

E esses grandes vazios são justamente seus conflitos interiores em relação ao mundo exterior que por vezes o limita naquilo que verdadeiramente gostaria de viver, de falar ou sentir.

Permita-se então abrir as janelas, sentir o cheiro do ar, ou buscar o ar puro. Pense antes de tecer qualquer comentário pois isso não lhe complementará em nada. Apenas lhe desgastará e se precisa de terapia, não alugue seus amigos toda hora. Vá de fato em um bom psicoterapeuta. Existem boas opções.

Mas de nada adiantará você viver 20, 30 anos de sua vida lamentando-se e sempre culpando a sociedade, o governo ou os teus mais próximos sobre as coisas que você não conseguiu na vida. Pois muitas vezes só em competir já é a vitória em si.

Renove-se todos os dias e acredite em você, sem cessar o trabalho.

Respeite-se mais.

Perdoe-se mais.

Permita-se a paciência e tolerância de forma que possa assim aguardar em caminhada (sem parar, no silêncio dos teus passos), o resultado que é uma matemática inevitável do que tens plantado para você.

Mas nunca dependa do outro para o preenchimento de seus vazios. Complemente-se com o outro. Some. Reeduque-se! Aprenda a amar para não perder.

E aprenda a perder para poder ganhar. Pois muitas vezes quando você pensa perder é onde você ganhou. E quando pensa que se achou é onde se perdeu.

A vida é um contrato de risco, mas não temos medo do risco. O que fácil vem, fácil vai e gostamos do que é difícil, não é?

Se caímos mortos no chão. Se ninguém nos retirar, ficaremos por anos.

Observe essa figura. Ele “era poderoso”. Falava de todos. Imortal. Sábio. Arrogante. Caiu em cima do teclado e estava só porque espantou todos os amigos. E agora? Sempre precisará de alguém para retirá-lo de lá. Assim somos nós! 

Sozinhos somos nada!

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Ou seja, acorda para  vida e note que chegou a hora de dar valor ao que realmente mereça ser dado.

Dependemos uns dos outros e divididos somos fracos!

Desatenção para um monte de coisas e situações que você pensando ou não seguirão seus próprios rumos e em nada lhe resultarão em benefícios e você sofreu a toa.

Mude de rumo se precisar, use de seu livre-arbítrio e pare de se colocar por vezes abaixo. Mas não pise muito com força nos que estão por baixo, pois poderá sofrer a dor da queda.

Humilde com os humildes. Severo com os arrogantes no sentido de defesa, de auto-estima e proteção.

Porque existem pessoas que valem a pena.

Outras? Que nem vale que lembremos a existência.

Não tente ser bom. Procure ser justo e já estará ajudando.

Tenho dito. O tempo urge.

Tom Capella.

Qualquer coisa clique em exit para sair

Ainda na Grécia antiga, Sócrates compreendeu através do tempo, quando assistia as preleções dos grandes mestres da filosofia que muito se utilizava de firulas no diálogo de forma a criar paisagens que apenas iludiam mentes vazias.

O que temos notado no presente é justamente isso, discursos perfumados, populismo, firulas, picaretas de todo tipo e ordem.  exit

Parece que no mundo atual mesmo sem conhecimento de filosofia em alguns casos, muitos homens aprenderam a desenvolver as suas próprias, mas na vertente da demagogia.

Mentem tanto que até eles mesmos acreditam no que falam. São esses os falastrões da era moderna. exit

Importante sempre termos a consciência de nossas limitações. Mas mais importante é pararmos de justificar que errar é humano, como se fosse um salvo conduto ou uma passagem para novas falhas que muitas vezes são exercidas no campo do mal-caratismo, deslealdade, infidelidades e mentiras.  exit

O que muitos já de tão acostumados a viver assim, vivem como se fosse algo comum do dia a dia. Desde que não façam com eles, claro.

Este texto não é escrito por influência de Sócrates, e sim por influência do caráter. Da conduta. Da postura. Do limite. O que muito pouco se tem visto por aí. exit

Muitos já possuem seus próprios arquétipos de conduta. Ele tem seu carro, sua casa, sua religiãozinha, seu timinho de futebol, seu melhor amiguinho, sua melhor amiguinha, seu msn para as madrugadas quando estiver sozinho (salvo alguns que sabem utilizar), seu momentinho de show, é o mais inteligentinho da família, é o vencedorzinho da família, tem sua empresinha ou empreguinho. Enfim. O campeão. exit

Mas quando fora dos seus, age como um selvagem predador. Sobre a justificativa (consciente) de que é apenas um ser humano.

Eu diria, um ser humanozinho.

Tom Capella

quarta-feira, 2 de junho de 2010

Eles não estão tão a fim de você

A sensação de adoção. Do achei. Do encontrei. Do consegui. Do eu fui visto. Por vezes denota uma postura até ridícula do sentimento de paternalismo que muitos aguardam sem de fato lutarem por si mesmos no que buscam. Sem atropelar as outras pessoas.

Vivem batendo no peito que ficarão muito bem na vida e que já falaram isso a eles. Quem falou não bem sabemos. Mas isso é mais dos mistérios que rondam os homens e são sondados pelos homens que na verdade esperam a campa pronta. Seja a campa na vida ou a campa que os aguarda em outros momentos que são certos. Chegarão.

Outros quando possuem oportunidades, almejam muito mais o que achamos normal na sequência da evolução e busca do progresso pessoal, mas insistem em queimar etapas.

Nunca satisfeitos com cada passo que devam dar, são vaidosos e não permitem em momento algum quando questionados sobre suas vaidades e sobre a necessidade das próprias conquistas através do mérito próprio.

Quando em interesses próprios são atentos. Quando não, fingem-se de esquecidos. Tomando posse de coisas que não lhe pertencem.

Vivem nos ralos. Vivem nas esquinas esperando para dar seu bote, mas não percebem que já foram vistos muitas vezes. Que foram descobertos. E que não enganam mais além dos que ainda estão no campo das ingenuidades e imprudências.

Preguiçosos por natureza, vivem por viver ou as espreitas de oportunidades para viverem as sombras de situações ou pessoas.

Empurram com a barriga e muitas vezes já desgastados pelas experiências da vida são limitados e cegos a tudo que é novo. E principalmente com suas opiniões já formadas como bodes velhos, são eles os escolhidos e não há espaço para nada mais que seja novo.

Ostentam os ossos que conquistaram como um arquétipo de superioridade e força, o que até conseguem influenciar aos que se baseiam no julgamento do sucesso alheio através das posses que observam e não por transformações do ser.

Em tudo o que é novo, agem como se todos os livros já tivessem sido escritos, todos os melhores poemas já houvessem sido declamados e note que no campo dos holofotes são sempre os mesmos.

Se algo novo surge, reiteramos, aparecem com críticas vorazes e como dragões da ignorância e do racismo e preconceito, destroem com as palavras.

Cuidado sempre que possas com esses bodes velhos de plantão. Não dizemos bodes no sentido da idade, dizemos no sentido das velhas ideias. Como feras em volta de suas presas não permitem as transformações. Guardiões dos castelos retrógrados ou como sepulcros caiados.

Quando compreendermos que a premissa primeira está no amor. Na coletividade. Na mesma proporção que queremos e buscamos o melhor para nós, as outras pessoas também possuem seus sonhos, seus momentos de brilho nos olhos, teremos um maior entendimento das coisas.

Enquanto isso seja justo, já basta.

Tom Capella

Doce lar, doce nada

dcc

Em diversos momentos de nossas vidas é necessário que nos desintoxiquemos de pessoas desgastantes, informações, impressões, preconceitos, dogmas, relacionamentos vazios, conversas que darão em nada e situações artificiais e impregnadas de falsidades e pessoas que vivem em estado pineal mas que na verdade já estão entregues as próprias ventas do egoísmo e ao oposto dos caminhos das pessoas realmente sensatas.

Tom Capella

Comprou teu passe?

Tem sido cada vez mais comum a compra de passes do bem, através do reconhecimento de sermos politicamente corretos, em outros em meio a holofotes e isenção de impostos a demonstração dessa prática de que somos éticos, corretos, quando na verdade tudo é marketing.

Grande parte das pessoas continuam com a síndrome do bem. Sem exercer de fato as verdadeiras mudanças estruturais individuais. Sem a coragem de encararem de fato a si mesmos no espelho da própria consciência, sem efetuar as mudanças que por vezes são necessárias que é no campo das virtudes.

Mas uma grande maioria das pessoas além de gostar de enganar, adoram ser enganadas.

E nem sempre aquele que exerce a boa virtude poderá na reflexão das conquistas materiais, exercê-las de fato na ética, sem prejudicar alguém. Dizemos isso no ato predatório. Na caça em se facilitar as conquistas. Na maioria sempre o fazem as escuras.

Procuram sempre que podem novas vítimas. Temos notado isso até nos sites de relacionamentos, onde pessoas carentes e procurando o grande amor da vida delas, acabam sendo vítimas de pessoas mal intencionadas que aproveitam da carência e até ingenuidade dessas pessoas.Isso quando não termina em tragédias, extorsão ou exploração de sentimentos.

O ato da bondade tem tornado-se uma banalidade. Sem que consigamos de fato analisar as estruturas que sempre responderão de fato pela firmeza dos edifícios que ali se constituem.

A intenção por trás das coisas por vezes sempre ocultas e muito bem ocultas por meio de capas, máscaras e cores diversas podem por vezes nos ofuscar ou tentar ofuscar em relação as verdadeiras intenções dos envolvidos conosco nos projetos ou até relacionamentos nos mais diversos campos da vida pessoal.

A desigualdade dos atos, atitudes em relação aos arquétipos da bondade se apresentam constantemente mesmo que em forma de arquétipos ou pequenos atos.

Muitas vezes encantados nas possibilidades da realização dos bons relacionamentos, projetos ou complementação de sentimentos que nunca existirão porque não há afinidades se observarmos a consistência dos atos, ficamos cegos ou fazemos vista grossa.

Porque por vezes enxergamos apenas o que queremos permeados justamente por essas cores, encantamento, esperança até, mas em terreno infértil.

Tome cuidado sempre que possa com esses personagens do bem ou bem intencionados, observe a fidelidade e lealdade de seus atos. Observe sempre que possa seu histórico de vida e como conduzem seu dia a dia, antes de se entregarem ou criarem esperanças sobre o que eles apenas utilizam como passe para chegar até você.

Não dizemos aqui para ninguém ser desconfiado, desprovido de fé. Mas um avião não poderá levantar voo, sem antes checar todos os itens de segurança e mesmo assim não há garantia completa de chegada ou partida.

Não deixe sua vida solta, e não se encante no primeiro sorriso sem ter certeza ou checagem se é autêntico.

A carência em todos os sentidos, tem causado problemas terríveis, veja na mídia as ondas de violência, a falta de amor e respeito a vida do próximo, ao sentimento do próximo ou ideais.

A grande maioria das pessoas estão preocupadas consigo mesmas, o que podem conquistar em bens, o que podem comprar.  Sem as mudanças necessárias no campo pessoal do ser. E acredite, usam de falsos moralismos para conquistar de qualquer jeito o que almejam.

Essa tal de ética. Esse tal de arquétipo em ser bom. Do bem. Participamos de campanhas do bem, cumprimos nossas “obrigações” em muitos casos no campo da religiosidade, damos um sorrisinho hipócrita aqui ou ali, usamos frases de efeito como máquinas para chegarmos aqui ou ali. Passamos a imagem do bonzinho.

Quando na verdade somos apenas reflexo dos próprios interesses utilizando as ferramentas por vezes vis e hipócritas para tais conquistas sem de fato nos comprometermos com as mudanças do ser. Da conduta pessoal.

Fácil definir isso no campo da própria carne. No próprio âmbito pessoal.

Não faça aos outros o que não gostaria que fizessem se não a você, mas ao seu filho, filha, mãe, pai ou quem mais ama.

Evite modismos e seja você na consciência maior de que através do seu passe, e da utilização do mesmo, poderá ter acesso à paisagens de fato que condizem com as cores que expressam.

Ou que darão acesso as mais terríveis decepções e vazios.

É teu passe. Use-o.

Tom Capella